OMRI. fala sobre suas expectativas de estreia no Brasil
Produtor fala sobre tocar pela primeira vez no país, a força do público brasileiro e como cada cidade influencia sua narrativa musical
Após anos figurando entre os nomes mais observados da cena eletrônica melódica internacional, OMRI. finalmente desembarca no Brasil para sua primeira turnê pelo país.
Dono de uma sonoridade que equilibra intensidade emocional e força de pista, o artista construiu sua trajetória a partir da consistência criativa e de uma abordagem profundamente pessoal da música eletrônica - filosofia que também se reflete no projeto Collecting Dots, que hoje vai além de uma gravadora para se tornar um conceito global de experiências e encontros.
Em conversa com a Mixmag Brazil, OMRI. fala sobre suas expectativas para tocar pela primeira vez diante do público brasileiro, o impacto da nossa cultura musical, sua forma de construir sets únicos para cada cidade e os próximos passos da carreira - incluindo uma colaboração especial com um dos maiores nomes da música eletrônica nacional.
Q+A: OMRI.
Bem-vindo ao Brasil. Esta é a sua primeira turnê aqui. O que você já ouviu sobre o público brasileiro e o que mais te empolga para viver nessa série de shows?
Muito obrigado, estou realmente muito animado e esperando por esse momento há bastante tempo.
Há anos ouço que os brasileiros sabem como fazer uma grande festa - do psytrance ao house, da música eletrônica à música em geral. Parece tudo muito real, sem filtros, sem artificialidade.
Para uma primeira turnê, isso é tudo o que eu poderia pedir.
O que mais me empolga é vivenciar essa autenticidade e esse amor pela música - aqueles momentos em que a linguagem deixa de importar e a conexão acontece puramente através do som e do movimento..
Suas produções costumam transitar entre profundidade emocional e energia de pista. Como você encontra esse equilíbrio quando está no estúdio?
Para mim, o ritmo sempre vem em primeiro lugar.
As pessoas vão para uma festa para dançar, para se libertar, e eu entrego essa necessidade.
Depois que isso está estabelecido, encontro meu caminho para levar o público a um espaço mais profundo e pessoal, onde elas continuam dançando, mas esse movimento também vem acompanhado de sentimento.
Esse equilíbrio acontece de forma natural quando eu não forço nenhum dos dois lados.
O Brasil tem uma identidade muito forte na música eletrônica, do melódico e progressivo às influências afro e house. Algum artista ou cena brasileira já te influenciou até agora?
O Brasil sempre foi muito distante de casa para mim, mas ao mesmo tempo sempre foi um destino dos sonhos.
Ainda estou bem no começo da descoberta da cultura e da música, então não posso dizer que já exista uma influência específica.
O que mais me anima é chegar com a mente aberta, pronto para aprender, ouvir e sentir a energia por mim mesmo.
Estou realmente ansioso para deixar que essa experiência me transforme de forma natural, sem chegar com expectativas pré-definidas.
Quando você se prepara para uma turnê como essa, o quanto seu DJ set muda em comparação a um club show em casa ou a um festival na Europa? O que podemos esperar dessas datas no Brasil? Existe alguma em especial que te deixa mais animado?
Cada lugar merece a sua própria história.
Nunca encaro uma turnê - ou mesmo um único show - pensando em repetir o mesmo set.
Eu me adapto ao espaço, ao público, ao horário e à energia que estou recebendo.
No Brasil, estou especialmente empolgado com esses primeiros shows porque eles são sobre apresentação, sobre nos sentirmos mutuamente e construirmos confiança na pista de dança.
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Nos últimos anos, você vem ganhando cada vez mais atenção internacional. Olhando para trás, qual você acha que foi o momento-chave que levou sua carreira a um patamar global?
Não houve um único momento. Claro que a música e o impulso de lançamentos bem-sucedidos tiveram um papel importante, mas no geral foi um alinhamento lento de pontos. Consistência, fidelidade ao meu som e construção de conexões genuínas ao longo do caminho.
Quando passei a focar em contar a minha própria história, as coisas começaram a viajar de forma natural. A virada global aconteceu quando a música soou honesta o suficiente para ressoar com outras pessoas.
Depois dessa turnê pelo Brasil, o que vem a seguir para o OMRI. - novos lançamentos, colaborações ou alguma direção artística específica que te empolga explorar?
O próximo capítulo é sobre expandir o Collecting Dots, não apenas como gravadora, mas como uma série global de shows e experiências compartilhadas.
Quero continuar levando esse universo para diferentes cidades e deixá-lo evoluir através das pessoas e das culturas com as quais nos conectamos.
No lado musical, sempre há novos lançamentos a caminho, mas um em especial é uma colaboração com o Vintage Culture, pela qual estou realmente muito empolgado. Ele é um dos artistas mais influentes que já saíram do Brasil, e estou pronto para começar a aprender tudo sobre a cultura brasileira.
No fim das contas, é sobre continuar construindo algo honesto, conectado e sem fronteiras.
Estou muito animado para voltar ao Brasil para o meu primeiro Carnaval ainda este ano e espero retornar muitas, muitas outras vezes.
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Imagens: Divulgação

