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Juheun: o artista coreano-americano que tem ajudado a moldar o futuro do techno
Produtor lançou recentemente o EP ‘Exhale’ pela Tronic Records e anuncia seu selo autoral para 2026
Juheun não é apenas mais um produtor de techno. O artista coreano-americano construiu uma trajetória singular dentro da cena underground atual, partindo dos desertos áridos do sudoeste americano para conquistar as pistas globais com uma sonoridade que ele define como "ousada, intensa, moderna e atemporal".
Tudo começou em Albuquerque, Novo México, onde teve sua primeira experiência assistindo DJBad Boy Bill tocar. "Cresci em Albuquerque, onde tive meu primeiro contato com a cena rave. Isso me levou a me mudar para Chicago, onde realmente aprendi a mixar em toca-discos", relembra sobre a migração para o berço da house music. Lá, passou quatro anos dominando a arte da mixagem em vinil e absorvendo a cultura clubber.
De volta ao Sudoeste, ele se estabeleceu em Phoenix, no Arizona, onde passou a organizar seus próprios eventos em clubes, galpões e raves no deserto, além de programar e atuar como DJ em um programa semanal de rádio FM por mais de 10 anos. Ao lado de Michelle Sparks, fundou a Circuit Arizona, que se tornou fundamental para a construção da cena techno local; um marco desse processo foi trazer Richie Hawtin para a cidade.
Sua evolução artística ganhou força durante cinco anos trabalhando com Sian e a Octopus Recordings (2016-2021), mas também tomou forma através da colaboração com outros nomes. "Trabalhar com Sian, Christian Smith, Drunken Kong, Black Asteroid, D-Unity e outros foi essencial para a construção do Juheun", reconhece.
Hoje, com lançamentos regulares pela Tronic e Unity Records, Juheun se estabeleceu como mestre em equilibrar territórios aparentemente opostos. “Gosto de me posicionar entre o techno cru e hipnótico e o peak time, sem cair no óbvio ou no 'cheesy'".
Esse equilíbrio fica evidente no seu mais recente EP, ‘Exhale’, lançado pela Tronic, com remix de Frank Biazzi. A faixa-título combina vocais profundos com linhas de synths ácidas; o trabalho estreou no Top 20 do chart Peak Time do Beatport, confirmando uma sequência impressionante de lançamentos que figuram regularmente no Top 100.
Outro ponto que precisa ser destacado em seu processo criativo é uma conexão particular. "Tenho uma obsessão por equipamentos analógicos e hardware de estúdio", explica o produtor, que projetou e construiu três estúdios personalizados. Essa dedicação ao hardware se reflete tanto em suas produções quanto em performances híbridas ao vivo, onde toca apenas músicas autorais em sets de até duas horas combinando Ableton Live, controladores MIDI e equipamentos analógicos.
Mas sua trajetória vai além da produção musical. Com um conhecimento profundo de música eletrônica, ele lecionou aulas de DJing e produção em Ableton Live em nível universitário por muitos anos, compartilhando seu conhecimento e se posicionando como um mentor importante para novas gerações.
E o horizonte traz novidades ambiciosas. Para 2026, Juheun planeja lançar a Futurephonic Records ao lado de sua parceira Michelle Sparks, marcando uma nova fase de independência criativa. Paralelamente, ele busca uma expansão geográfica, com atenção especial a mercados como a América do Sul, onde sua estética sci-fi e energia incansável podem encontrar um terreno fértil.
Para o primeiro trimestre de 2026, Juheun entrega mais do seu techno cru, hipnótico e direto para a pista. Ele inicia o novo ano com dois remixes programados para serem lançados: ‘Into the Unknown’, de Civil Servant, pela Descension Recordings, e uma faixa hipnótica voltada para a pista que integrará o próximo EP de Frank Biazzi, ainda a ser anunciado.
Além da música, Juheun mantém paixão por artes visuais e cinema, criando toda identidade visual do projeto, uma abordagem multidisciplinar que reforça sua visão do techno como experiência completa, onde som e imagem dialogam para criar narrativas futuristas.
Siga Juheun no Instagram e acompanhe os próximos capítulos.
Imagens: Divulgação

