GIU: depois de conquistar o Brasil, o próximo capítulo seria o mundo?
DJ e produtora carioca consolidou-se como um dos principais nomes do tech house nacional, completando 80 shows em 2025 e iniciando expansão internacional com shows na África, Oriente Médio e Ásia
A trajetória de GIU no tech house brasileiro não seguiu atalhos, mas sim a construção sólida de quem entende que a consistência e a autenticidade são as verdadeiras chaves da cena eletrônica.
A produtora e DJ carioca, reconhecida por sua assinatura sonora que mistura gêneros como o tech house e o minimal/deep tech, tornou-se uma das poucas mulheres a ocupar espaço de destaque em um cenário predominantemente masculino, transformando essa particularidade em força criativa e representatividade.
Tigra & Bunny e a viralização orgânica
Com "Tigra & Bunny", lançada oficialmente pela HUB Records, GIU já acumula milhões de visualizações em vídeos de suas apresentações no TikTok e Instagram Reels tocando a faixa.
A track marca uma evolução na sonoridade da artista, mantendo sua assinatura com vocais femininos e temática de empoderamento, mas incorporando timbres de synths e bass modernos que dialogam com as raízes clássicas do tech house.
"Essa música representa um novo momento da minha produção, onde consigo unir referências que sempre me inspiraram com uma abordagem mais contemporânea", explica a DJ.
A track teve sucesso antecipado nas redes sociais e, já na primeira semana de lançamento, entrou no Top 100 de Minimal / Deep Tech do Beatport, comprovando que o público já reconhece e aprecia a identidade sonora que GIU vem construindo.
De norte a sul do Brasil ao mundo
O ano de 2025 consolida GIU como um dos nomes mais requisitados da cena nacional, com 80 apresentações em território brasileiro e os primeiros passos rumo à internacionalização. A artista já realizou shows na Espanha e Bolívia, além de datas em breve em Moçambique, Arábia Saudita e Coreia do Sul.
Nos palcos brasileiros, passou pelos principais clubs e festivais do país, incluindo Tomorrowland Brasil, Lollapalooza, Só Track Boa Festival, Greenvalley, Laroc entre muitos outros. "Tocar de norte a sul do Brasil me ensinou a entender diferentes públicos e energias de pista.
Agora, levar isso para fora é o próximo desafio natural", comenta a ruiva. A escalação para a edição de carnaval do evento BOMA, onde dividirá a noite com Jamie Jones, Adam Ten e Mita Gami, reforça o reconhecimento da cena internacional sobre seu trabalho.
Números que falam por si
O ano também foi prolífico em lançamentos musicais, com três tracks ultrapassando a marca de 1 milhão de streams apenas no Spotify: "Girls And Boys", "Doin Nottin" (colaboração com FatSync) e o VIP Mix de "Trinta e Oito". Destaque especial para "Girls And Boys", que conquistou posição no Top 100 do Beatport de Tech House, um dos charts mais concorridos da plataforma e termômetro de relevância no circuito global.
"Ver uma produção minha entre as mais tocadas do mundo é surreal. É a confirmação de que o trabalho está no caminho certo", celebra GIU. Além da música, a artista começou a investir em sua própria marca de roupas, com o primeiro drop exclusivo para super fãs esgotando rapidamente.
"A moda sempre foi uma forma de expressão para mim. Criar uma marca que dialogue com minha identidade artística é um sonho se realizando", revela. O movimento demonstra a visão empreendedora da produtora, que entende a importância de construir um projeto artístico que transcende a cabine de DJ.
O mundo está chamando
Se a consolidação no mercado brasileiro é inegável, GIU já traça os próximos passos com clareza estratégica. Lançamentos em gravadoras internacionais de referência e a expansão de colaborações com produtores de outros países são os próximos passos. "Quero trabalhar com artistas que admiro e produzir tracks que dialoguem com diferentes culturas. Valorizo muito a troca de experiências e sei que elas me fazem evoluir muito musicalmente", projeta a artista.
Com uma agenda que já transborda fronteiras, performances viralizadas globalmente e reconhecimento de peso dentro e fora do país, fica a questão: o Brasil, mesmo de norte a sul, já não estaria pequeno demais para conter a trajetória ascendente da ruiva que transformou tech house e representatividade feminina em sua assinatura artística? Os números, a agenda internacional e o apetite criativo de GIU sugerem que a resposta é sim.
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