Como foi a primeira edição da festa Tulipa no D-Edge SP? Confira detalhes!
Vivi Seixas, idealizadora do evento, comenta como tem sido encabeçar esse projeto que já realizou três edições
Após duas edições de sucesso no D-Edge do Rio de Janeiro em 2025 e uma terceira edição realizada no início deste ano no D-Edge de São Paulo, já é possível dizer que a Tulipa “entrou oficialmente” pro calendário de festas do circuito nacional.
A estreia em São Paulo marcou um passo decisivo de expansão do projeto, agora dialogando diretamente com um dos palcos mais simbólicos da cultura clubber brasileira.
Cover Story | From House To Disco: Duas perspectivas, um mesmo pulso
Idealizada por Vivi Seixas em 2025, a Tulipa nasceu do desejo de criar um espaço curatorial onde a música fala mais alto que fórmulas.
A festa se estrutura a partir de valores como o protagonismo feminino exercido de forma orgânica, pesquisa musical profunda e respeito à cultura de pista.
Mais do que um evento pontual, a Tulipa se propõe como um recorte autoral da visão artística de Vivi - conectando house, minimal e techno com identidade, coerência e continuidade narrativa.
Na mais recente edição, realizada em uma noite de MOVING no D-Edge São Paulo, a Tulipa reforçou seu posicionamento ao entregar uma experiência de pista coesa e intensa; a leitura cuidadosa do fluxo da noite, a escolha de artistas com assinatura própria e a resposta do público evidenciaram a força e o compromisso cultural do projeto.
“Eu abri a pista às 23h59 e já havia público aguardando para entrar. A casa encheu rapidamente e foi especial ver a pista cheia desde cedo, com um público atento e reagindo a cada disco. Isso mostra que a Tulipa vem construindo um diálogo próprio com a pista.” - Ressalta Vivi Seixas.
A ocasião também marcou a estreia da artista argentina Ludmila Di Pasquale no Brasil, outro grande destaque do evento. Reconhecida por sua versatilidade e curadoria, Ludmila apresentou um set que transitou com naturalidade entre house, techno e electro.
“Fiquei muito impressionada ao ver a Ludmila, com apenas 27 anos, tocando clássicos em vinil de 1993 com tanta propriedade. Ela se declara amante da estética sonora dos anos 90 e 2000, o que revela uma curadoria afiada e a compreensão de que música boa não envelhece.
Ela entrou exatamente na energia que eu havia entregue na pista. A Ella De Vuono também trouxe um set tecnicamente muito sólido, com uma mixagem precisa e segura, sustentando a pista com elegância. A conexão entre nós na cabine, junto ao público, foi natural e intensa.” - Conta Vivi.
Com um trabalho consistente sendo desenvolvido desde a primeira edição, o futuro se mostra promissor para a Tulipa. Em 2026, o projeto entra em uma nova fase, mirando sua expansão, mas mantendo a essência que a consolidou desde o início.
“Em 2026, a Tulipa segue aprofundando o que já vem construindo: curadoria consistente e espaço para mulheres que dominam técnica, pesquisa e cultura do vinil. A D-Edge é um lugar que abriu as portas para o projeto desde o início e faz parte da nossa curadoria.
A ideia é realizar novas edições ao longo do ano, alternando entre São Paulo e Rio de Janeiro, ampliando o diálogo entre artistas nacionais e internacionais.” - Finaliza a idealizadora do projeto.
Enquanto a próxima edição segue sendo desenhada, é possível conferir alguns vídeos com registros da última noite no D-Edge São Paulo, que ajudam a traduzir a atmosfera e a identidade da festa.
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Imagens: Divulgação
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