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Como foi a primeira edição da festa Tulipa no D-Edge SP? Confira detalhes!

Vivi Seixas, idealizadora do evento, comenta como tem sido encabeçar esse projeto que já realizou três edições

  • Marllon Gauche
  • 16 January 2026

Após duas edições de sucesso no D-Edge do Rio de Janeiro em 2025 e uma terceira edição realizada no início deste ano no D-Edge de São Paulo, já é possível dizer que a Tulipa “entrou oficialmente” pro calendário de festas do circuito nacional.

A estreia em São Paulo marcou um passo decisivo de expansão do projeto, agora dialogando diretamente com um dos palcos mais simbólicos da cultura clubber brasileira.

Idealizada por Vivi Seixas em 2025, a Tulipa nasceu do desejo de criar um espaço curatorial onde a música fala mais alto que fórmulas.

A festa se estrutura a partir de valores como o protagonismo feminino exercido de forma orgânica, pesquisa musical profunda e respeito à cultura de pista.

Mais do que um evento pontual, a Tulipa se propõe como um recorte autoral da visão artística de Vivi - conectando house, minimal e techno com identidade, coerência e continuidade narrativa.

Na mais recente edição, realizada em uma noite de MOVING no D-Edge São Paulo, a Tulipa reforçou seu posicionamento ao entregar uma experiência de pista coesa e intensa; a leitura cuidadosa do fluxo da noite, a escolha de artistas com assinatura própria e a resposta do público evidenciaram a força e o compromisso cultural do projeto.

“Eu abri a pista às 23h59 e já havia público aguardando para entrar. A casa encheu rapidamente e foi especial ver a pista cheia desde cedo, com um público atento e reagindo a cada disco. Isso mostra que a Tulipa vem construindo um diálogo próprio com a pista.” - Ressalta Vivi Seixas.

A ocasião também marcou a estreia da artista argentina Ludmila Di Pasquale no Brasil, outro grande destaque do evento. Reconhecida por sua versatilidade e curadoria, Ludmila apresentou um set que transitou com naturalidade entre house, techno e electro.

“Fiquei muito impressionada ao ver a Ludmila, com apenas 27 anos, tocando clássicos em vinil de 1993 com tanta propriedade. Ela se declara amante da estética sonora dos anos 90 e 2000, o que revela uma curadoria afiada e a compreensão de que música boa não envelhece.

Ela entrou exatamente na energia que eu havia entregue na pista. A Ella De Vuono também trouxe um set tecnicamente muito sólido, com uma mixagem precisa e segura, sustentando a pista com elegância. A conexão entre nós na cabine, junto ao público, foi natural e intensa.” - Conta Vivi.

Com um trabalho consistente sendo desenvolvido desde a primeira edição, o futuro se mostra promissor para a Tulipa. Em 2026, o projeto entra em uma nova fase, mirando sua expansão, mas mantendo a essência que a consolidou desde o início.

“Em 2026, a Tulipa segue aprofundando o que já vem construindo: curadoria consistente e espaço para mulheres que dominam técnica, pesquisa e cultura do vinil. A D-Edge é um lugar que abriu as portas para o projeto desde o início e faz parte da nossa curadoria.

A ideia é realizar novas edições ao longo do ano, alternando entre São Paulo e Rio de Janeiro, ampliando o diálogo entre artistas nacionais e internacionais.” - Finaliza a idealizadora do projeto.

Enquanto a próxima edição segue sendo desenhada, é possível conferir alguns vídeos com registros da última noite no D-Edge São Paulo, que ajudam a traduzir a atmosfera e a identidade da festa.

Siga a Tulipa no Instagram e acompanhe as próximas novidades.

Imagens: Divulgação

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