Y do I abre um novo capítulo com ‘Eyes’ e uma visão criativa mais clara para o futuro
Amos Chalfon fala sobre foco criativo, grandes momentos na pista e o próximo capítulo do projeto Y do I
Com o lançamento de “Eyes”, Y do I entra em um novo capítulo definidor. Após anos construindo o projeto em conjunto, Amos Chalfon agora conduz Y do I como uma visão solo, marcando um momento de renovado foco e evolução criativa.
O projeto vem ganhando impulso constante na cena global de melodic techno, com marcos importantes como a estreia no Hï Ibiza abrindo o The Theatre para a residência Afterlife de Tale of Us, um EP colaborativo com Kevin de Vries pela Afterlife e a colaboração de grande repercussão com Anyma em “The End Of Genesys”, que estreou no trailer da residência de Anyma na Sphere em Las Vegas.
Conhecido por combinar grooves hipnóticos, melodias emocionais e design sonoro cinematográfico, Y do I continua a construir um espaço próprio entre a profundidade do underground e a energia de grandes palcos de festival.
Nesta conversa, Amos reflete sobre a mensagem por trás de “Eyes”, a transição para uma nova fase solo e as experiências que moldaram a evolução sonora do projeto.
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Q+A: Y do I
Seu novo single “Eyes” gira em torno da frase “eyes on me”. Que tipo de consciência ou presença você buscava capturar quando essa ideia surgiu no estúdio?
Acredito que o mantra de qualquer pessoa começa com amar a si mesma. Existe um momento puro quando você está ouvindo música em casa ou na pista e diz silenciosamente para si:
“Agora é o meu momento. Eyes on me.” A linha de baixo poderosa e os synths da faixa foram pensados para elevar exatamente essa sensação, aquele instante em que você se conecta plenamente consigo mesmo e com a música.
“Eyes” chega em um momento decisivo, quando Y do I passa de duo para um projeto solo liderado por Amos. Como essa mudança influenciou o tom emocional ou a direção criativa da faixa?
Sinto que este foi o momento certo para a faixa chegar ao mundo.
Em 2024 e 2025 tivemos muitas colaborações, então lançar “Eyes” como uma faixa solo do projeto depois de um tempo tem um significado especial.
Essa transição para uma nova fase, junto com a mensagem da música, está muito alinhada. Representa um momento de clareza e foco para o projeto.
A produção soa hipnótica e introspectiva ao mesmo tempo. Ao construir “Eyes”, você pensava primeiro na pista ou na experiência emocional interna que queria criar com a música?
“Eyes” tem recebido reações incríveis quando toco. A Korolova também já tocou a faixa em vários grandes venues e a resposta do público foi impressionante.
Para mim, o público acaba decidindo se algo realmente funciona na pista, algo em que acredito muito. Ao ouvir a mix final sozinho pela primeira vez, senti quase como um momento espiritual.
Parecia que a música transmitia uma mensagem, tanto para a pista quanto para quem escuta individualmente.
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A frase vocal repetida dá à faixa uma energia de mantra. Qual o papel do lirismo minimalista na criação desse estado quase hipnótico dentro do melodic techno?
Hoje muitos gêneros da música eletrônica se influenciam e evoluem juntos. O público está sempre buscando algo novo.
Quando você combina uma produção intensa com uma frase vocal repetida que lembra a sensação do psytrance, surge um momento muito especial na pista, um momento que parece pessoal entre você e a música.
Seu som sempre equilibra narrativa melódica e energia de clube. Quais elementos sonoros em “Eyes” representam melhor esse novo capítulo de Y do I?
“Eyes” é apenas o começo de uma nova história que quero contar. Você pode pensar na faixa como o título do primeiro capítulo. A cada lançamento neste ano, essa história vai continuar se revelando e mostrar mais sobre a direção que estou explorando com Y do I.
A faixa chega pela Captive Soul de Korolova, uma label conhecida pelo melodic techno emocional. O que fez desse o lugar ideal para este lançamento?
Enviei algumas faixas para a Korolova recentemente e, quando ela ouviu “Eyes” pela primeira vez, se conectou imediatamente e propôs lançar no selo dela.
Tenho grande respeito pela música que ela lança na Captive Soul. A direção artística e os artistas que ela apoia são incríveis. Pareceu um lar muito natural para esse tipo de melodic techno emocional e energético. Fiquei muito feliz com a oportunidade.
2024 foi um ano marcante para Y do I, incluindo sua estreia no Hï Ibiza abrindo o The Theatre na residência Afterlife de Tale Of Us. O que esse momento representou para você e essa experiência influenciou a forma como você pensa a produção para grandes pistas?
Você pode imaginar o tamanho desse momento para mim. Durante todo o show eu estava sorrindo e dançando. A energia e a atmosfera foram incríveis.
A música de Y do I sempre foi criada pensando em grandes sistemas de som e grandes pistas, então tocar naquele ambiente pareceu muito natural. De certa forma, foi como voltar para casa.
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Na mesma época, você lançou um EP colaborativo com Kevin de Vries pela Afterlife. Como foi a dinâmica criativa entre vocês e o que esse projeto trouxe para a evolução do seu som?
Naquele período estávamos enviando muita música para vários artistas e o Kevin se conectou com algumas das nossas faixas. Em determinado momento sugeri que colaborássemos em “Saga”.
Ele gostou da ideia imediatamente e a jornada do estúdio até o lançamento foi longa. Gostei muito de trabalhar com ele. Para mim, levar o som adiante é um processo contínuo. Sempre procuro novas formas de evoluir, melhorar e expandir a música.
Em 2025 você também colaborou com Anyma em “The End Of Genesys”, que estreou no trailer da residência dele no Sphere em Las Vegas. Como essa colaboração surgiu e como foi contribuir para um projeto artístico de grande escala?
Para ser sincero, essa experiência ainda parece surreal. Ver sua música fazendo parte de algo desse tamanho faz perceber que você está caminhando na direção certa. Todo o projeto do Sphere é extremamente visionário.
A faixa também começou a aparecer em outros lugares, como uma sincronização recente no novo filme do Jason Statham, “Shelter”, com mais novidades chegando em breve. Foi um capítulo muito especial nessa jornada.
Você também trabalhou em um remix para CamelPhat, ARTBAT e Rhodes, artistas que ajudaram a definir o melodic techno moderno. Como você reinterpreta uma faixa de nomes tão estabelecidos mantendo sua própria identidade?
Para mim, um bom remix traz algo realmente diferente da versão original. Neste caso, quis criar algo com muito mais impacto e uma energia distinta, preservando ao mesmo tempo o coração emocional da música.
Ainda assim é possível reconhecer a assinatura de Y do I na produção. A faixa original foi uma das maiores músicas de sua época e continua sendo até hoje, então foi uma honra reinterpretá-la. As reações do público quando toco o remix têm sido incríveis.
Suas produções frequentemente soam cinematográficas e emocionalmente imersivas. Além do universo dos clubes, que influências inspiram a atmosfera e o storytelling da sua música?
Minha formação inclui psytrance, música clássica e muita música do mundo que ouvi enquanto crescia. Todas essas influências fazem parte da maneira como encaro a produção. Acima de tudo, estou sempre procurando uma forma de contar uma nova história em cada faixa.
Agora que o projeto entra em uma nova era solo, como você imagina a identidade de Y do I evoluindo a partir daqui?
As próximas músicas vão revelar isso. Outra forma de entender é vivendo a experiência em um dos meus shows. “Eyes” marca o início de algo novo. O que vem a seguir foi pensado para criar momentos muito fortes na pista.
Olhando para frente, “Eyes” representa o primeiro vislumbre de uma direção sonora mais ampla para Y do I ou um retrato deste momento específico da jornada do projeto?
Para mim, representa um momento de clareza. Um mantra. Uma declaração. E também o primeiro passo para tudo o que está por vir. Fiquem ligados.
Y do I’s new single “Eyes” is out now. Get it here!
Imagens: Divulgação
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