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THEUSS estreia no Brunch Electronik Lisboa a convite de MESTIZA
Em turnê europeia, o brasileiro integra o line up da edição de Halloween com SACRO e fala sobre produção, conexões musicais e continuidade no circuito internacional
Uma recomendação levou MESTIZA a ouvir THEUSS e convidá-lo diretamente, sem que houvesse uma relação anterior entre eles. O encontro musical dará origem à estreia do DJ e produtor brasileiro no Brunch Electronik Lisboa, no mesmo line-up da dupla. Os ingressos estão disponíveis aqui.
A edição de Halloween, que apresenta o conceito SACRO, acontece dia 31 de outubro, no Pavilhão Carlos Lopes da capital portuguesa. THEUSS chega à apresentação após uma passagem pela Europa que incluiu Ibiza e datas em Affairs, de Vintage Culture, Bloom Festival, Lux Frágil, Scenarios, The Mirror, As We Are e Água Viva. Depois de cinco turnês internacionais em 2025, o artista identifica nesta viagem uma continuidade nas relações com artistas e promoters, além da chegada a novos espaços por meio de suas produções.
Essa aproximação também se manifesta no contato com artistas que tocam suas faixas, como &ME e WhoMadeWho. Sua presença vem se consolidando tanto por lançamentos quanto por apresentações em label parties. THEUSS relaciona a estreia na label Scenarios, na edição de Lisboa, à colaboração com Sean Doron lançada um ano antes pela Habitat, selo do Mind Against.
Com Barcelona como base, o produtor busca manter essa circulação para além de períodos pontuais de turnê. No estúdio, a experiência das pistas orienta ajustes de arranjo e dinâmica; nos sets, músicas como “Hold Out” e “What U Want” ajudam a observar a resposta do público ao seu trabalho. Na entrevista, THEUSS aborda a preparação para o Brunch e os próximos passos para transformar essas conexões em uma presença consistente na Europa.
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Q+A: THEUSS
Como surgiu o convite para estrear no Brunch Electronik e o que essa conquista representa na sua trajetória?
Acredito que o convite rolou como consequência de um trabalho que venho construindo há anos, mas as turnês de 2025 e 2026 pela Europa me permitiram criar e fortalecer boas conexões por aqui. O Brunch é uma marca que sempre admirei e que tem um peso enorme dentro da música eletrônica, então fazer essa estreia é muito especial, sem dúvida uma das gigs mais importantes da minha carreira até aqui.
Qual é a proposta musical do seu set nessa estreia e que espaço suas próprias produções ocupam nele?
Pretendo manter minha identidade sonora, mas adaptando um pouco o set para ser coerente com a proposta do evento, com o headliner e com os artistas que tocam antes e depois, sem fugir da minha verdade. O groove continua sendo a base de tudo. Tenho testado algumas tracks novas nos sets mais recentes, e é importante que o set também mostre o que estou fazendo no estúdio.
Que apresentação ou encontro desta turnê melhor revela o momento que você está vivendo?
Acho difícil resumir esse momento em uma apresentação só, foram várias oportunidades incríveis. O mais interessante tem sido perceber uma continuidade nas coisas. Voltar a encontrar artistas, promoters e pessoas que conheci em outras viagens e, ao mesmo tempo, chegar a lugares novos já com alguma conexão criada através das músicas. Isso mostra que as turnês anteriores não foram experiências isoladas e que, aos poucos, estou construindo uma presença por aqui.
Você realizou cinco turnês internacionais em 2025. O que mudou nesta passagem pela Europa em termos de espaço no circuito e reconhecimento do público?
Em 2025, eu ainda estava entendendo esse circuito e criando as primeiras conexões. Agora sinto que existe um pouco mais de relevância. Mais pessoas já conhecem as músicas, existem relações que começaram nas outras turnês e foram se fortalecendo, e também estou conseguindo circular por novos espaços. Ainda existe muito para construir, mas hoje chego à Europa com uma base mais sólida do que nas primeiras vezes.
Liste as principais gigs da tour
Foram muitas gigs incríveis até agora. Toquei pela segunda vez em Ibiza, mas as principais datas da tour, eu diria que são Brunch Electronik, Affairs do Vintage Culture, Bloom Festival, Lux Frágil, Scenarios, The Mirror, As We Are e Água Viva.
Algum dos suportes às suas tracks se transformou em conexão?
Tive o privilégio de conhecer vários artistas que estavam tocando minhas tracks nesse período na Europa. Aqui é onde tudo acontece. Um exemplo recente foi ter conhecido o &ME pessoalmente e poder agradecer por ter colocado minha track na playlist oficial da Keinemusik. Encontrei algumas vezes também o Tomas, do WhoMadeWho.
Foi irado ver o trio tocar uma faixa minha em tantas gigs, incluindo Cercle Festival e Mayan Warrior no Burning Man. A collab com o Sean Doron que saiu pela Habitat, selo do Mind Against, acredito que tenha me proporcionado a oportunidade de estrear na Scenarios em Lisboa, um ano depois do release.
Qual faixa sua tem provocado a reação mais marcante nas pistas europeias e como você interpreta essa conexão com o público?
São duas: “Hold Out” e “What U Want” têm sido faixas importantes nesse sentido. São músicas que representam bastante essa fase mais madura do meu som e funcionam em contextos diferentes. O que mais me interessa é perceber quando uma música consegue criar reação mesmo entre pessoas que ainda não conhecem meu trabalho. Para mim, esse é um dos melhores termômetros, porque a conexão acontece primeiro pela pista e não pelo nome de quem produziu.
O que a experiência de testar suas músicas nesta turnê já mudou nas suas decisões de produção?
Testar uma música na pista sempre muda alguma coisa. Às vezes, uma ideia que funciona muito bem no estúdio pede outra dinâmica quando você toca em um soundsystem grande, e o contrário também acontece. Tenho prestado bastante atenção principalmente no arranjo, nos momentos de tensão e na forma como o groove aparece na faixa.
Em março, você anunciou Barcelona como nova base. Como esse plano evoluiu e que impacto teve na sua rotina artística?
Barcelona veio justamente da vontade de estar mais próximo desse circuito e viver essas experiências com mais frequência, sem depender somente de períodos curtos de turnê. Tenho tocado mais em Portugal do que na Espanha, mas ter uma base na Europa tem me colocado em contato com outras pistas, artistas e referências, e isso naturalmente interfere na rotina de produção também. Ainda é um processo de adaptação, mas a ideia continua sendo a mesma: ter uma base que me permita desenvolver o projeto internacionalmente.
O que ainda precisa acontecer para transformar esse bom momento internacional em uma presença consistente no circuito?
Consistência. Acho que não existe muito atalho nesse sentido. É continuar lançando boas músicas, voltar aos lugares onde já toquei, entrar em novos circuitos e manter as relações que estão sendo construídas. Suporte de artistas relevantes ajuda muito e abre algumas portas, mas transformar isso em carreira depende de constância. É nisso que estou focado agora: bons releases e boas apresentações.
Quais são os próximos passos já confirmados, e o que pode ser divulgado agora?
Tenho algumas músicas novas sendo testadas nos sets e alguns lançamentos e datas sendo organizados. Prefiro divulgar cada coisa no momento certo, mas a ideia para os próximos meses é manter esse equilíbrio entre lançamentos e uma presença internacional cada vez mais constante.
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