Cover Story
Da pista brasileira ao mundo, DJ MEME celebra 50 anos conectando música, memória e gerações
Edição especial Legends revisita a história de um dos grandes nomes da house music brasileira e sua projeção internacional
Quando a cultura DJ ainda construía sua identidade no Brasil, DJ Meme já descobria o poder de conduzir uma pista. Em 1976, aos 11 anos, começou promovendo pequenas festas, ouvindo os discos dos pais e observando DJs nas boates do Rio. A curiosidade logo se transformou numa relação profunda com a música, guiada pela emoção e pelo desejo permanente de descobrir novos sons.
Sua formação atravessou territórios que raramente se encontravam. Meme tocava nas casas da Zona Sul e cruzava a cidade com seus cases de discos para os bailes da Zona Norte. Esse trânsito ampliou seu repertório e sua compreensão sobre diferentes públicos. Entre matinês, clubes, equipes de som e programas dedicados à black music, aprendeu que a pista também é um espaço de pesquisa, troca e formação cultural.
Nas rádios cariocas, programas como “A Festa da Cidade” e “RPC Megamix” levaram suas mixagens a um público mais amplo. Dentro dos estúdios analógicos, aprendeu a medir, cortar e colar fitas, transformando limitações técnicas em recursos criativos. Essa experiência preparou sua passagem para a produção musical quando computadores, grids e novas ferramentas digitais começaram a redefinir as possibilidades do estúdio.
Meme acompanhou de perto a transformação da disco e o surgimento da house music, período em que DJs passaram a ocupar um papel central na criação musical. Em 1996, sua versão de “Estoy Aquí”, de Shakira, tornou-se um dos marcos de sua projeção internacional. Ao longo da carreira, assinou remixes para nomes como Mariah Carey, Gloria Estefan e Toni Braxton, além de integrar a Def Mix a convite de Frankie Knuckles.
Seu catálogo revela uma busca constante por longevidade musical. Em “Estoy Aquí”, trabalhou com o percussionista Armando Marçal e o tecladista Hiroshi Mizutani para construir uma produção orgânica e atemporal. “The Sun Is Coming Out” ampliou sua presença nas pistas internacionais, enquanto sua leitura de “Fullgás”, de Marina Lima, abriu caminho para Clássicos Reboot, projeto lançado pela Universal Music que aproxima clássicos brasileiros das pistas contemporâneas.
Em 2026, DJ Meme celebra 50 anos de carreira mantendo a descoberta como princípio. Clássicos Reboot conecta a memória da música brasileira à pista contemporânea com respeito, técnica e liberdade, enquanto suas produções e seus sets continuam orientados pela surpresa. Seu legado está na capacidade de preservar tudo o que aprendeu desde os 11 anos e, ao mesmo tempo, procurar a próxima música capaz de emocioná-lo. Depois de cinco décadas, ainda é sobre música.
Você começou a se aproximar da música aos 11 anos, promovendo suas próprias festas e observando DJs nas boates do Rio. O que você reconhece hoje naquele garoto que ainda permanece na sua forma de viver a música?
O peso que chega quando sua diversão torna-se profissão nunca é planejado, e com ele surge o reajuste de alguns valores.
É verdade que o seu olhar musical e sua audição ficam cada dia mais afiados, porém enfrentam também um duro embate entre a manutenção da qualidade x a responsabilidade de acertar que você assume com os que agora te contratam, além da situação que eu considero a mais cruel de todas: aqueles que esperam alguma coisa de você mesmo sem que você saiba quem são. E só essa parte já pode esfacelar o seu espírito, fazendo com que a maioria perca-se pelo caminho.
Mas o elemento principal que fez com que eu me tornasse um seletor de músicas e, posteriormente, um produtor musical ainda vive em mim: a incontrolável vontade que tenho de chorar com a sequência de acordes do refrão em “Tarde em Itapuã”, de Toquinho e Vinicius de Moraes (a 1ª música que gostei na vida), ou ouvindo a beleza da simplicidade de apenas 5 instrumentos no arranjo de “Voo sobre o Horizonte”, do Azymuth.
Volta e meia, eu ainda toco essas 2 músicas em sequência pra ver se ainda sou a mesma pessoa, e o garoto de 11 anos que anteriormente ouvia os discos de seus pais e ganhou de aniversário os seus primeiros discos de Disco Music sempre aparece.
Graças a uma força estranha, pra mim ainda é sobre música.
Sua formação aconteceu entre casas da Zona Sul e bailes de equipes de som no subúrbio carioca. Como o encontro entre esses universos moldou sua identidade musical e sua maneira de compreender uma pista?
O dia em que, por obra do destino e alguma coragem aos 16 anos, cruzei o túnel entre a Zona Sul e a Zona Norte do Rio de Janeiro, talvez eu tenha dado o maior salto da minha carreira, e era possível observar como muitos dos meus colegas na época ficaram pra trás por não terem feito isso também. Essa mistura entre regiões não era normal.
Ao chegar na Zona Norte, fui acolhido por todos de lá como um igual, simplesmente por causa dos discos que eu tinha e da noção musical que era 100% compatível com a deles. Eu trocava discos e informações com eles, frequentava programas de rádios de black music, ouvia coisas que não conhecia e mostrava as minhas também. Imagine vc que estávamos em 1981, e a música de pista pós-disco era riquíssima em todas as direções.
Naquele momento, eu passei a levar 2 cases de discos comigo aos domingos: 1 para tocar nas matinês bacanas na Zona Sul do RJ, das 14h até as 19h, e, pegando um ônibus para cruzar o túnel, levava um outro case para tocar de 20h à meia-noite em 2 bailes diferentes na Zona Norte. Ninguém me segurava.
Comparado com clubes e boates, onde o dinheiro é quem manda e a música é pano de fundo para gastação, o baile de subúrbio é uma das maiores escolas que um DJ pode ter, pois aquele público trabalha pesado a semana inteira e guarda seu troco para algumas horas de alegria no fim de semana, ou seja, você precisa ser duplamente hábil para não decepcioná-los. Essas 2 lições, “Norte e Sul”, executadas simultaneamente, dão a você uma visão musical bem mais ampla e superior.
Como você pode querer trabalhar com música criando limites para conhecê-la com profundidade? WTF?
O DJ tem que ir onde a música está, explorá-la e entendê-la. Não pode haver barreiras, pois, em algum momento, a prova vai ficando mais difícil, e é aqui que muitos desistem.
“O peso que chega quando sua diversão torna-se profissão nunca é planejado, e com ele surge o reajuste de alguns valores.”
Programas como “A Festa da Cidade” e “RPC Megamix” levaram suas mixagens às rádios cariocas em uma época de recursos analógicos e edição manual. O que aquelas limitações ensinaram sobre ritmo, precisão e narrativa?
Admito hoje que fazer programas de rádio foi apenas um luxo pessoal que deu certo, pois foi com eles que, ainda molequinho, aprendi sobre música antes de poder frequentar a noite, e eu queria um dia repetir isso.
Porém, a noção musical que ganhei trabalhando em estúdios analógicos das próprias rádios, editando fitas, medindo tamanho de cada trecho e colando tudo com uma espécie de durex, foi essencial para minha futura formação como produtor musical.
A dificuldade é a mãe da criação e a falta de recursos me deu a chance de criar meus próprios truques para resolver as ideias ilimitadas que vinham na minha cabeça. Quando o computador chegou e me mostraram o tal do grid e do copy/paste, eu não precisei de mais nada e, no mesmo dia, eu já estava fazendo a minha primeira música autoral.
Compare isso ao mundo antes e depois da internet. Um garoto de 20 anos não saberá como se virar sem um telefone na mão; já uma pessoa que conheceu o mundo antes e depois pode escolher qual recurso é melhor e o que usar em cada situação. Nada substitui a experiência.
Você viveu de perto a transformação da disco music e o surgimento da house. Em que momento percebeu que aquela nova linguagem mudaria profundamente a cultura dos clubes?
A grande verdade é que a inocência do mundo acaba ao fim dos anos 70, com a chegada da tecnologia digital, logo na virada dos anos 80. Ali nascia uma era quase tão importante como a virada que veio com a internet.
A porta que antes vetava a entrada dos DJs ao estúdio foi derrubada. Chegavam as baterias eletrônicas e teclados digitais, trazendo não apenas teclas ou cordas que encaixavam-se em cifras existentes e exigiam estudo, mas sim artifícios que a gente já conhecia e com os quais lidava diariamente: botões, faders, pitch sliders, filtros e luzinhas piscando. Ali o DJ sentiu-se à vontade para experimentar e assumiu o controle do que era produzido e tocado e, nesse momento, a música de pista transformava-se para sempre: surge a house music e, 1 ano e meio depois, na cidade vizinha, o techno.
Era algo autoral, porém, na maioria das vezes, incompreendido e rechaçado pelo músico convencional; não havia como nos alcançar ou compreender. O mercado passou a depender de nós. O volante ficou em nossas mãos e não tinha mais volta. Ali o DJ assumiu o controle, moldando o embrião do que vemos hoje como cultura de pista. Foi uma revolução legítima e linda de ver, e eu, que estava ensaiando os meus 1ºs movimentos em estúdio junto com alguns poucos por aqui, acabei fazendo parte dessa 1ª geração de DJs produtores mundiais.
Nós literalmente enfiamos o pé na porta.
Ao longo da carreira, você transportou artistas de universos muito diferentes para a pista. O que uma música precisa revelar para que você enxergue nela a possibilidade de um grande remix?
Essa é uma grande incógnita da minha vida que eu nunca procurei entender, pois a mágica pode acabar. Eu sempre ouvi músicas imaginando partes e caminhos que não estavam ali. A palavra remix ainda não existia pra mim, mas as ideias brotavam e eu usava meus recursos caseiros pra botar essas ideias em prática, mesmo achando que eu nunca viraria profissional. Mudar uma música já era uma necessidade quase fisiológica!
Analisando friamente a possibilidade de um remix, eu acho que, tecnicamente, a música tem que permitir um BPM que caiba em alguma pista, pois os DJs são quem vão promovê-lo; a narrativa, caso a música seja cantada, tem que ser compatível com os acordes e o ritmo que você vai criar pra ela e aquela modificação que você está fazendo tem que emocionar tanto ou mais do que a outra música que tocou antes dela e da que virá depois, mas não há ciência exata.
Feeling não é matemática.
Eu já recusei trabalhos pagos onde eu não via nenhuma possibilidade de fazer algo bom, transformando aquilo em um remix que eu mesmo pudesse tocar e também ser aceito pelas pessoas. Não me inspira, não faço.
Eu já cheguei ao final de um remix, ouvindo no dia seguinte, achei que não valia a pena lançar e disse à gravadora que não tive nenhuma ideia; afinal de contas, se aquilo não der certo, seu nome está colado na capa. Fazer remix por dinheiro ou pra aparecer pode ser um tiro no pé, pois, queira você ou não, ele vai te representar e ficar pra sempre!
Sua versão de “Estoy Aquí”, de Shakira, tornou-se um momento decisivo da sua projeção internacional. Que elemento daquela produção ainda representa com mais clareza a sua assinatura como remixer?
Aquele remix caiu como uma luva pra mim pelas seguintes razões:
Era o ano de 1996 e eu havia começado a ser notado pelas gravadoras internacionais, que começaram a convidar-me devagarzinho, e aquele era o 2º remix que eu fazia no mesmo ano para uma artista colombiana via Sony Music americana, e a artista ainda era desconhecida, ou seja, eu podia fazer o que eu quisesse sem me preocupar com a missão de sempre: ser comercialmente viável no Brasil, até porque era sabido por todos que nenhuma música cantada em espanhol funcionava no nosso país, desmentindo o que muita gente conta por aí dizendo que esse remix foi encomendado por rádios brasileiras. O sucesso aqui aconteceu depois de lançado fora do Brasil.
Foi com orçamento americano que iniciei uma etapa de experimentar novos caminhos e trazer músicos diferentes para contribuir nos meus remixes, como trouxe o aclamadíssimo percussionista Armando Marçal Filho, e de como tirei o sangue do meu tecladista principal Hiroshi Mizutani, para que ele tocasse de uma forma diferente e não apenas focada nos sons de dance music. A percussão do Marçal, o órgão de igreja e o piano clássico que permeia a faixa de ponta a ponta são a prova disso, e eu decidi não quantizá-los. O resultado está aí e provou-se atemporal.
Eu queria tornar aquilo uma peça de experimento musical e não apenas um remix que fosse passageiro. Eu sempre penso que eu tenho que fazer algo pra durar e ser apreciado no futuro, mesmo que não dê certo na época do lançamento.
Lembro bem da sensação de liberdade que tive e de quanto me empenhei por 2 semanas, tentando criar uma obra de arte que eu mesmo pudesse tocar, e, ao terminar, mostrei o remix a um amigo que disse: “Ficou lindo, pena que por ser em espanhol ninguém aqui vai tocar.”
Valeu a máxima de Gilberto Gil: “O povo sabe o que quer, mas também quer o que não sabe.”
O convite de Frankie Knuckles para integrar a Def Mix aproximou você de alguns dos arquitetos da house music. Como essa convivência transformou sua visão sobre música, comunidade e cultura de pista?
Aquilo foi um tranco necessário, um “acorda aí”, uma ida pra universidade onde eu aprendi noções diferentes de timing, postura profissional, entrega e, principalmente, de convivência entre os que respeitam e são respeitados.
Aqui no Brasil, toda essa visão é muito turva, confusa e acaba sempre, sempre em competição.
Arte é sobre liberdade e, muitas vezes, colaboração e talvez, por ter aprendido isso, eu ainda tenha algo relevante para trazer ao jogo.
Obrigado, Frankie!
Depois de cinco décadas, você continua construindo seus sets em resposta ao que acontece diante da cabine. O que mudou na maneira como o público se comunica com o DJ e quais sinais ainda permanecem universais?
Bom, vou precisar corrigir a afirmação acima sobre a minha pessoa, pois agora vamos entrar num terreno perigoso e provavelmente controverso, mas vamos lá:
Logo no início da minha carreira, eu descobri ser um DJ melhor quando eu tento agradar a mim mesmo e não ao público... Sim, é verdade, isso existe, mas eu não sou o único assim; muitos grandes artistas pensam e sentem-se da mesma maneira e, como eu, dão o seu melhor nessas mesmas condições, tocando e criando exclusivamente para si, mas, obviamente, há situações que pedem exceção.
No momento que eu toco ou crio músicas para agradar alguém, a probabilidade de falhar é maior; portanto, a verdade é que eu toco para minha própria diversão e isso funciona para o público.
#prontofalei
Percebe-se que, com o tempo, muitos artifícios repetidos foram introduzidos para gerar comunicação maior com o público e o maior exemplo disso está no vídeo BIG BEACH BOUTIQUE II - FATBOY SLIM / LIVE ON BRIGHTON BEACH. Ali todos os novos códigos foram criados, afetaram toda a geração que viu o vídeo em casa e ainda não podia sair e esses códigos são usados até hoje em festivais e afins, mas eu acredito e prefiro a força da música.
Não há impacto mais emocionante do que ver o público arregalar os olhos perante uma faixa inédita, tocada pela primeira vez, e reagindo a ela como num gol do Brasil em Copa do Mundo. Eu tive isso recentemente com a minha música “SAUDADE”, lançada em 2025 pela Nervous Records. É raro, mas acontece.
Pra mim, isso sempre será o código universal: a escolha da música certa na hora certa!
Em Clássicos Reboot, você conecta a memória da música brasileira à pista contemporânea. Como equilibrar respeito pelo original e liberdade criativa para que uma canção encontre uma nova vida?
Vamos começar com um pouco de história:
O remix foi criado no início da década de 70 por Tom Moulton, apenas numa tentativa promocional de estender a música para que ela durasse mais tempo na pista.
Remixes passaram a destacar momentos do arranjo musical que eram impossíveis de ouvir no álbum, mas apareciam e alongavam-se dentro do estúdio depois do trabalho que o remixer fazia colando e editando partes diferentes da música entre si.
Um dos meus bons amigos, por quem eu tenho um grande respeito e admiração profissional, é o Dimitri from Paris, que há alguns anos atrás (antes mesmo de Joey Negro criar suas coleções na mesma linha) trouxe a solução para esse dilema entre equilíbrio e criatividade, lançando um álbum em 2010 chamado “Get Down with the Philly Sound” (Vale a pena ouvir), criando novos remixes para clássicos do selo Philadelphia International, onde ele abre mão de todos os recursos e sonoridades da house, usando apenas o material gravado em fita com os sons originais de cada faixa, fazendo remixes como eram feitos nos anos 70, onde você era obrigado a usar somente as partes originais da música e ser criativo com pouco, obrigando-nos a não interferir no sabor original. Bingo! Esse foi o caminho!
O que fiz foi usar a mesma ideia, recorrendo à técnica que eu usava no início da minha carreira em estúdios e cheguei ao resultado do Clássicos Reboot, ou seja, dei passos para trás e voltei ao início de tudo, usando o respeito e amor pela obra original, mas fortificando o som com a tecnologia de estúdio atual 40 anos depois daquelas músicas terem sido lançadas. Não há nada que meu arsenal de plugins não consiga resolver; basta comparar a mixagem de FULLGÁS original com a que eu fiz para o Reboot.
Esta edição da série Legends registra seus 50 anos de carreira. Ao olhar para o futuro, o que você ainda deseja descobrir na música e quais caminhos começam a definir seu próximo capítulo?
Sou movido pela novidade e pela surpresa e muitas, muitas vezes criticado (pasmem!) por não ser um DJ que representa o passado, tocando sempre as mesmas músicas de flashback todas as semanas e sorrindo como se aquilo fosse surpreendente, como fazem hoje muitos dos colegas que começaram na mesma época que eu. Por demanda, lucro e diversão, eu posso e vou, em breve, fazer uma noite de clássicos, mas certamente não será o meu canal de comunicação... Eu não tenho a mínima vontade de ficar só nessa.
Ora bolas, se eu gosto tanto, mas tanto de música, como eu poderia ficar ouvindo e tocando sempre as mesmas músicas pro resto da vida? Não te parece incoerente? É claro que eu uso alguns clássicos no meio dos meus sets e, quanto mais longo é o meu set, mais clássicos podem aparecer, porém eles são usados como surpresas, temperos e não como discurso principal. Eu abraço o meu passado, mas vivo o meu presente.
A balela de que “não tem música boa hoje em dia” não cabe pra mim; isto chama-se preguiça e, no que depende de mim, vou continuar atrás de novos artistas e novas músicas, mas também, de alguma forma, manter na bagagem e mostrar a todos o que eu aprendi sobre música desde os 11 anos de idade, porque a função do DJ ainda é ensinar sobre música e, mesmo depois de um tempo onde passamos um pouco do limite, atualmente já conseguimos ver gente falando sobre a consequência desastrosa causada pelo excesso de luzes e explosões e vejo que chegou a hora de revisar e dar alguns passos para trás. A pesquisa de internet, os dados espalhados sobre as origens, a cultura do vinil e algumas outras tradições que andam juntas com tudo isso têm ajudado bastante nesse “novo” entendimento.
A profissão de DJ sempre será sobre música e não sobre o personagem e, como dizia meu bom amigo Frankie Knuckles, “no dia em que vc inverter isso será o seu fim”.
Cover Photo: Marcos Samerson

