SUNORA fala sobre SUNCTURE, profundidade emocional e a visão por trás de Echoes of Light
Duo expande sua visão artística com novo selo, unindo groove, atmosfera e profundidade emocional em seu novo lançamento
SUNORA entra em um momento decisivo com o lançamento de seu novo selo, SUNCTURE, que chega acompanhado do EP Echoes of Light, em colaboração com FunkT!de. O projeto marca uma evolução natural para o duo formado por Alar e Chertkovski, construído a partir de uma visão compartilhada ao longo de anos cruzando caminhos em palcos e cenas ao redor do mundo.
Mais do que seguir tendências, SUNORA se apoia em uma direção artística clara que equilibra groove, atmosfera e profundidade emocional. Seu lançamento de estreia pela All Day I Dream, ao lado de Lee Burridge, apresentou essa identidade com precisão, posicionando o projeto em um espaço onde musicalidade e sentimento conduzem a narrativa.
Com a SUNCTURE, o duo assume total controle dessa visão. Pensado como uma plataforma que conecta som, estética e filosofia, o selo estreia com Echoes of Light, um EP de três faixas construído a partir de texturas analógicas, vocais sutis e uma abordagem minimalista que valoriza o espaço entre os elementos. À medida que SUNORA evolui em estúdio e nos palcos, este novo capítulo reforça seu compromisso com uma identidade artística cada vez mais sólida e com alcance global.
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Q+A: SUNORA
SUNORA é um projeto recentemente formado. Como surgiu a colaboração entre Alar e Chertkovski?
Nossa colaboração não foi por acaso. Já circulávamos pelos mesmos ambientes musicais há muito tempo, cruzando caminhos nos palcos e compartilhando uma visão semelhante sobre música.
Em determinado momento, ficou claro que não era apenas o gosto que se alinhava, mas também a profundidade da nossa abordagem sonora. SUNORA surgiu de forma natural, como uma extensão dessa sintonia.
Vocês dois vêm de carreiras solo consolidadas. Qual direção criativa ou visão em comum definiu o SUNORA desde o início?
Não queríamos criar apenas mais um duo. Desde o começo, a ideia foi construir um projeto com identidade própria, fora de tendências e livre de pressões da cena.
Trata-se de equilibrar groove e atmosfera, energia de pista e profundidade emocional. SUNORA não é um formato, é um estado.
Individualmente, vocês construíram carreiras internacionais em clubes, festivais e diferentes cenas. Como essas experiências influenciaram o som que estão desenvolvendo juntos?
A experiência nos trouxe o mais importante, uma compreensão do que realmente funciona e do que apenas soa como tendência.
Tocamos em diferentes países, em diferentes contextos, e vimos como as pessoas se conectam com a música de maneiras distintas. Isso moldou nossa abordagem para criar um som que seja universal em energia, mas ainda pessoal e honesto.
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O primeiro lançamento oficial de SUNORA veio pela All Day I Dream ao lado de Lee Burridge. Como essa colaboração ajudou a apresentar o projeto?
O lançamento pela All Day I Dream foi um ponto de partida muito preciso. É uma plataforma onde atmosfera e musicalidade são valorizadas além da pista. O apoio do Lee ajudou a estabelecer o contexto certo para o SUNORA desde o início, como uma proposta artística.
Com a SUNCTURE, vocês estão lançando seu próprio selo. O que motivou a criação de um espaço dedicado à identidade musical de vocês?
Porque não queremos nos adaptar, queremos moldar. A SUNCTURE é um espaço onde temos controle total sobre o som, a estética e a ideologia. Não é apenas um selo, mas um ecossistema onde música, visual e a filosofia do projeto se encontram.
O selo estreia com o EP Echoes of Light, com três faixas em colaboração com FunkT!de. Como essa parceria aconteceu em estúdio?
Foi uma colaboração muito orgânica. Nos conectamos imediatamente no estúdio, nossa percepção de groove e espaço se alinhou naturalmente. O processo foi leve, guiado pelo feeling e não por técnica em excesso.
O EP é construído a partir de texturas analógicas, linhas de baixo envolventes e vocais sutis. O que guiou a direção sonora desse trabalho?
Buscamos conscientemente um som analógico, com texturas orgânicas e uma estrutura minimalista. A ideia central era deixar a música respirar. Menos elementos, mais significado. É sobre profundidade, não densidade.
Existe uma forte sensação de atmosfera e calor ao longo do disco. Qual é a importância da narrativa emocional no processo de produção de vocês?
Essa é a base de tudo. Se uma faixa não desperta algo internamente, ela não tem valor real. Para nós, música não é apenas um conjunto de sons, é uma forma de transmitir um estado. Pensamos menos em como soa e mais no que ela deixa.
A SUNCTURE é apresentada como plataforma para house com foco em groove e atmosfera. Como vocês enxergam a evolução do selo a partir desse primeiro lançamento?
Esse é apenas o começo. Não queremos nos limitar a um único som ou a um grupo específico de artistas. A SUNCTURE vai crescer como plataforma, com novos lançamentos, novos nomes e possivelmente experiências fora do ambiente digital. O importante é preservar a identidade e a profundidade.
Após esse lançamento e a recente série de apresentações na Tailândia, quais são os próximos passos para o SUNORA em termos de música e performances ao vivo?
Neste momento, estamos focados em novos lançamentos e em evoluir nosso formato ao vivo. Queremos ir além do DJ set tradicional e criar experiências mais imersivas.
Ao mesmo tempo, estamos expandindo geograficamente e refinando a identidade sonora do projeto. Estamos apenas começando, e o que vem a seguir será ainda mais forte.
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Q+A: FunkT!de
Você colaborou com o SUNORA em Echoes of Light. Qual foi a conexão inicial no estúdio que moldou esse EP?
Eu já acompanhava o Alexander e o projeto SUNORA há bastante tempo. A abordagem e a estética dele sempre fizeram sentido para mim. Ouço seus sets de melodic techno há anos, e lembro de ver nos stories que ele estava planejando lançar um selo e iniciar um novo capítulo com um amigo próximo como duo.
Quando ouvi o primeiro lançamento, senti uma conexão imediata. Ficou claro que falávamos a mesma linguagem musical, e eu já tinha materiais alinhados com essa proposta.
Enviei algumas demos e, a partir daí, tudo começou a fluir naturalmente. Quando começamos a trabalhar juntos, mesmo à distância, o processo foi muito intuitivo. Não houve necessidade de explicar demais as ideias. Entendíamos a direção quase de forma instintiva. Essa confiança inicial e visão compartilhada se tornaram a base do EP.
Para mim, “God, She Stayed” ainda é uma das minhas favoritas. Gosto muito da progressão, da percussão e da energia geral.
O trabalho equilibra groove, espaço e emoção sutil. Como a sua identidade artística se integrou à visão do SUNORA durante o processo?
Para mim, o groove é sempre o ponto de partida, não apenas como ritmo, mas como algo que carrega emoção.
O que fez essa colaboração funcionar é que ambos valorizamos a atmosfera tanto quanto o movimento. Meu som naturalmente puxa para grooves mais quentes, elementos orgânicos e profundidade emocional, enquanto o SUNORA traz uma forte noção de espaço e direção.
Em vez de focar na expressão individual, focamos em servir a música. É daí que vem o equilíbrio, de uma sensibilidade compartilhada.
Com a SUNCTURE sendo lançada através de Echoes of Light, como esse release se conecta com o seu momento artístico atual?
Está totalmente alinhado com o momento que estou vivendo.
Estou focado em profundidade, não em velocidade. Em músicas que respiram e permanecem com você. Esse lançamento reflete exatamente essa mentalidade. Trata-se de criar atmosfera e espaço emocional.
O EP trabalha com texturas analógicas e uma estrutura minimalista. Como você abordou o sound design e os arranjos dentro dessa proposta?
Menos elementos, mais significado.
Dedicamos tempo para lapidar texturas e detalhes, garantindo que cada som esteja exatamente onde deve estar. A sensação analógica vem do movimento, da imperfeição e das variações sutis.
Nos arranjos, a paciência foi essencial. Deixar o groove evoluir naturalmente, sem complicar demais. A ideia foi manter espaço na música para que ela respire e desenvolva sua própria tensão ao longo do tempo.
A SUNCTURE é apresentada como uma plataforma baseada em atmosfera e feeling. O que significa para você fazer parte do primeiro lançamento do selo?
É algo muito verdadeiro.
Fazer parte de um selo que coloca atmosfera e emoção no centro da proposta tem uma conexão direta comigo. É um espaço onde você pode focar no sentimento e na intenção.
Criativamente, traz liberdade, mas também responsabilidade de contribuir com algo significativo, algo com que as pessoas possam realmente se conectar.
Vejo isso como o início de um diálogo entre artistas, público e pista de dança.
Tracklist - Echoes of Light EP:
Sunora, FunkT!de — Go High
Sunora, FunkT!de — Underground Baby
Sunora, FunkT!de — God, She Stayed
Sunora, FunkT!de — Go High (Extended Mix)
Sunora, FunkT!de — Underground Baby (Extended Mix)
Sunora, FunkT!de — God, She Stayed (Extended Mix)
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Imagens: Divulgação
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