Mucho Thanks e Universal Music Brasil apostam em artistas do país no mercado mundial
Mucho Thanks detalha operação global e parceria com a Universal Music Brasil que está com inscrições abertas
Com proposta que articula mercado, curadoria e desenvolvimento artístico em escala internacional, a Mucho Thanks apresenta um modelo de hub conectado à Universal Music Brasil e voltado à inserção global de artistas brasileiros.
Fundada por Guto Dufrayer, Rodrigo Vieira e Rafa Gamma, a Mucho Thanks surge como uma operação estruturada para atuar além do formato tradicional de selo, integrando diferentes frentes da indústria musical. Com base no Brasil e conexões diretas com os Estados Unidos, o projeto se posiciona como uma ponte entre talentos locais e o circuito internacional.
A Mucho Thanks surge em um momento de reconfiguração da música eletrônica brasileira no cenário internacional, propondo uma operação que combina curadoria, desenvolvimento artístico e articulação global a partir de uma estrutura conectada à Universal Music Brasil.
Mais do que um selo, o projeto se define como um hub 360, operando entre Brasil e Estados Unidos e ampliando as possibilidades de inserção para novos talentos. Para saber mais sobre tudo isso, Nazen Carneiro bateu um papo com Guto Dufrayer, Rodrigo Vieira e Rafa Gamma.
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A estreia da Mucho Thanks também se materializa no circuito internacional com o evento WE LOVE BRASIL, apresentado durante a Miami Music Week 2026. Realizado no The Roof at The Moore, no Miami Design District, o encontro marcou o lançamento oficial do selo em parceria com a Universal Music Brasil e a Madusa Agency, reunindo artistas, profissionais da indústria e convidados internacionais. A proposta é apresentar uma nova geração de DJs e produtores brasileiros em um ambiente que conecta mercado e pista, inserindo a música eletrônica do país em um dos principais contextos globais do setor.
Nesta entrevista, os três fundadores detalham a origem da Mucho Thanks, o papel de cada um na construção do hub 360, a dinâmica da parceria com a Universal Music Brasil e as estratégias para desenvolvimento de artistas. A conversa também aborda os critérios de curadoria, os gêneros prioritários e as oportunidades abertas para produtores que buscam inserção no mercado global e você confere de forma exclusiva aqui na Mixmag Brasil.
Antes, play no lançamento mais recente da Mucho Thanks: Let Me Tell you Something, de Ramonis Campelo:
Q+A: Mucho Thanks
Como surgiu a ideia de criar a Mucho Thanks e qual lacuna vocês perceberam no mercado da música eletrônica?
Guto Dufrayer: O projeto nasceu ao observarmos as dores dos nichos e do mercado. Percebemos que havia um lugar para um projeto mais robusto.
Desde o início a proposta era ter uma operação internacional ou isso evoluiu ao longo do tempo?
Rafa Gamma: Sempre foi nosso “norte”, ter uma operação do Brasil para o mundo.
Como vocês definem a identidade sonora e o posicionamento artístico da Mucho Thanks?
Guto Dufrayer: A MT, tem espaço para todos os gêneros e subgêneros como: House, Deep House, indie...
O que significa, na prática, “exportar a identidade sonora brasileira” dentro da música eletrônica?
Rodrigo Vieira: O mundo está de olho no Brasil, esperamos levar o DNA melódico e rítmico do país, através de novos talentos nativos e com qualidade sonora para o mundo.
Quais gêneros ou vertentes da música eletrônica fazem parte da estratégia do selo?
Guto Dufrayer: Todos os gêneros, serão bem-vindos. Nesse ano 1, o Afro House, Tech House, Minimal e Indie, tem uma atenção maior.
Como começou a parceria com a Universal Music Brasil ?
Rafa Gamma: O Rodrigo Vieira foi vice-presidente de marketing estratégico na Universal Latin America (Miami) e o Guto tem uma longa estrada junto a cia. É parceiro de projetos e já teve algumas artistas/carreiras de sucesso com a Major.
De que forma a infraestrutura global da Universal se integra com a curadoria e desenvolvimento artístico da Mucho Thanks?
Guto Dufrayer: Ter a gravadora número um do mundo interagindo com nosso núcleo do início ao fim do processo, nao tem preço. Não se trata de um selo distribuído e sim um selo proprietário. Sinergia de todos os departamentos e times envolvidos nesse projeto.
O que essa colaboração muda em termos de alcance e oportunidades internacionais para os artistas?
Rodrigo Vieira: Nosso alcance será global, podemos alcançar qualquer região do mundo onde a Universal Music esteja presente, direcionar sons e tendências aos locais adequados através de curadoria sinérgica com as filiais da gravadora.
Por que Miami foi escolhida como um dos principais polos da operação global?
Rodrigo Vieira: Miami é um Hub de conexão com o mundo, um dos epicentros da música eletrônica mundial, 365 dias por ano, a porta dos sonhos podemos dizer assim.
Como a ponte entre Brasil e Estados Unidos pode ajudar a impulsionar artistas brasileiros no circuito global de música eletrônica?
Guto Dufrayer: Dois sócios são residentes em Miami a mais de 20 anos e profundamente envolvidos na cena, principalmente na área de eventos.
Os DJs brasileiros vem recebendo suporte deles há muito tempo e a gravadora veio para abrir o leque de ferramentas disponíveis para o desenvolvimento da carreira deles.
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Que tipo de artistas, produtores ou DJs a Mucho Thanks busca atualmente?
Rodrigo Vieira: Artistas com boas composições e produção musicais, que tenham “crocância brasileira", que tenham comprometimento com sua arte e números com boas projeções.
Quais características fazem um artista se destacar para entrar no radar do selo?
Rodrigo Vieira: Boas tracks, bem produzidas, boa presença nas pistas em sua região, bom uso das redes sociais.
Existe uma estratégia específica para desenvolver novos talentos brasileiros para o mercado internacional?
Rafa Gamma: A boa notícia é que o mundo está de olho na cena brasileira. Cada artista é um case particular, dentro da Hub temos como atender a todas as verticais de um projeto de carreira. Desde produção e suas etapas, até booking USA e Brasil.’
A operação prevê expansão para a Europa nos próximos anos. Quais mercados são prioridade?
Rodrigo Vieira: Sim nosso roadmap, mostra abertura para Europa a partir do ano 3 e estamos trabalhando para que isso seja concretizado.
Onde vocês imaginam a Mucho Thanks dentro de cinco anos e qual impacto esperam gerar na cena eletrônica brasileira?
Guto Dufrayer: Sendo pelo menos um dos 10 maiores selos de música eletrônica Ibero Americano.
Imagens: Divulgação
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