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“Estou apaixonado pelo Brasil”, diz Plastik Funk, que acaba de colaborar com Cat Dealers

“Up & Down” foi lançada pela SIZE Records, gravadora de Steve Angello. Confira uma entrevista exclusiva!

  • Vitoria Zane
  • 9 December 2025

Todos os dance floors precisam de faixas com alta energia. E produzir uma dessas não é fácil.

Mas, mostrando que a missão de fazer o público dançar foi cumprida com sucesso, o alemão Plastik Funk, os brasileiros Cat Dealers e o holandês Toxic Joy lançaram “Up & Down” com o selo de aprovação de vários grandes nomes.

A faixa chegou às plataformas digitais pela SIZE Records, a gravadora de ninguém menos que Steve Angello, que inclusive tocou a track durante um b2b com Solomun. Além dele, o suporte veio de nomes como Martin Garrix e Dom Dolla.

Plastik Funk, DJ e produtor com mais de 20 anos de carreira e criador de hits como “Who” e “Samba de Janeiro”, se encaixa perfeitamente com o talento da dupla de irmãos Cat Dealers, que há dez anos lota pistas no Brasil e pelo mundo.

“Up & Down” chegou para mostrar que um banger nunca deixa de ser atemporal. Conversamos com os artistas sobre o lançamento. Leia abaixo:

Q+A: Plastik Funk & Cat Dealers

Você acha desafiador trabalhar com DJs e produtores de outra geração? Como vocês, Cat Dealers e Toxic Joy encontraram uma sonoridade em comum para a produção de “Up & Down”?

Plastik Funk: De forma alguma, eu adoro trabalhar com pessoas de diferentes gerações, diferentes países e origens completamente diferentes.

Isso torna uma collab especial e me dá uma grande percepção de como outras gerações trabalham música. Você sempre aprende muito ao fazer colaborações.

Como surgiu a oportunidade de os três artistas trabalharem juntos?

Cat Dealers: Nós conhecemos o Plastik Funk há bastante tempo. Sempre trocamos ideias com ele. Fizemos uma música juntos em 2017 chamada “Thinking About You” e gostamos muito do resultado.

Então continuamos mantendo contato, às vezes nos encontramos pelo mundo e, em um desses encontros, surgiu a oportunidade de fazer “Up & Down”.

É quase clichê dizer que o Swedish House Mafia e Steve Angello influenciaram o gosto musical do público e dos próprios DJs e produtores… Mas é a mais pura verdade. Como é estar no catálogo da SIZE Records, a gravadora de um ídolo?

Cat Dealers: Estamos muito felizes em lançar pela Size. Já lançamos pela Axtone, a gravadora do Axwell, e é sempre uma honra. Gostamos muito do Swedish House Mafia, eles são uma das nossas referências artísticas.

Quando começamos a ouvir música eletrônica, ouvimos muito SHM e sempre fomos grandes fãs do trabalho deles em geral, das músicas, dos shows, de tudo. E o Steve Angello é uma lenda, né?

Só conhecê-lo pessoalmente já foi incrível, então lançar pela gravadora e ter ele tocando nossa música é algo absurdo. Estamos muito felizes.

“Up & Down” recebeu suporte de outros grandes artistas, como Martin Garrix, Solomun, Dom Dolla e muitos mais. É possível se acostumar com essas conquistas ou ainda bate um nervosismo ao pensar no desempenho de cada faixa quando é lançada?

Cat Dealers: Existem vários tipos de suporte. Recebemos alguns de artistas que tocam nos programas de rádio deles, por exemplo, e isso é muito gratificante. Prestamos muita atenção e acompanhamos tudo.

E quando um artista toca ao vivo em um show, como o Steve Angello tocando “Up & Down” back to back com o Solomun no Pacha, é algo incrivelmente inspirador, realmente dá arrepio.

Além disso, é um bom termômetro para a música, para saber se ela está ganhando força nas pistas.

(Plastik Funk)

Você tem uma afinidade com o Brasil, certo? Afinal, você tem a faixa “Samba de Janeiro”. Você conhece mais sobre nossa cultura e nosso som? Isso já influenciou suas produções?

Plastik Funk: Eu sou apaixonado pelo Brasil!! Quando lancei “WHO” com o Tujamo, ela se tornou um grande hit no Brasil e tocamos muitos shows pelo país durante anos.

Eu amo a cultura, a comida e as praias lindas. As pessoas não apenas festejam, elas celebram a música e se tornaram grandes apoiadores do Plastik Funk ao longo dos anos.

Você está no mercado há mais de 20 anos e participou de diferentes fases do desenvolvimento da cena de música eletrônica. Como você vê o momento atual em que estamos vivendo?

Plastik Funk: É interessante ver o quanto o negócio mudou nos últimos 20 anos. Quando comecei, tudo girava mais em torno da música, dos sets que você tocava ou de um hit que você lançava.

Agora o marketing certo e as redes sociais representam 60% da sua carreira. Não me entenda mal, naquela época também existiam artistas que eram melhores em branding e marketing, então tocavam mais shows do que “apenas” os produtores.

Mas hoje em dia está ficando um pouco absurdo. Porém, como sempre, boas produções e um bom DJ, na maioria das vezes, acabam encontrando um caminho.

Pelo lado positivo, é ótimo usar o poder das redes sociais para impulsionar e promover uma música forte muito mais rápido do que há 10 anos. Tudo tem um lado bom e um lado ruim.

(Cat Dealers)

Você também celebrou essa década de carreira com o lançamento do álbum “Loop Theory”, com dez faixas. Em que momento vocês decidiram que precisavam de um álbum? E como o ciclo de sonoridades que vivenciamos na cena eletrônica brasileira influenciou a produção?

Cat Dealers: Um álbum é um marco na carreira de qualquer artista. Fazer um álbum de música eletrônica é algo mais incomum, mas sempre tivemos muita vontade de lançar um porque vimos nossos ídolos e referências fazendo álbuns como algo especial.

Quando estávamos chegando aos dez anos de carreira, começamos a pensar que precisávamos fazer algo especial para marcar essa década, então dissemos: “Ei, talvez seja a hora de fazermos aquele álbum tão aguardado.”

E isso também aconteceu em um bom momento, porque estamos nos sentindo mais conectados e em sinergia com as tendências musicais atuais dentro do house mais comercial.

O momento que a música eletrônica está vivendo, musicalmente falando, no mundo todo, está super alinhado com o som que estamos buscando fazer.

Sentimos que o som que gostamos estava voltando a ficar popular e nos sentimos inspirados por esse movimento global e, junto com nossos dez anos de carreira, decidimos que era a hora de fazer nosso primeiro álbum.

A cena eletrônica brasileira influencia muito a produção, mas ela também faz parte da cena global e, hoje, o som que ouvimos aqui está muito conectado ao som consumido lá fora.

Quando começamos, a cena eletrônica estava muito forte com o movimento do Brazilian Bass, então estávamos criando nossas raízes.

Mas o nosso som hoje é uma evolução daquele som; não mudamos de gênero, apenas evoluímos.

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Imagens: Divulgação

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