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Interviews

Falamos com Rafael Cerato, que esteve de volta ao Brasil após dois anos

Entre melodias emocionais e grooves hipnóticos, o francês reflete sobre sua trajetória e a energia única de tocar para a cena brasileira

  • Marllon Gauche
  • 29 August 2025

Com uma discografia marcada por lançamentos em selos de peso como Diynamic, Systematic, Experts Only, Musical Freedom e Habitat, o francês Rafael Cerato consolidou seu nome como um dos produtores mais respeitados da cena eletrônica global.

Seu som, que transita entre o Indie Dance, o Tech House e o Progressive House, carrega uma identidade que é bastante particular: uma mistura de forte carga emotiva com elementos hipnóticos e um groove sempre pensado na pista.

Cerato voltou ao Brasil quase dois anos após sua estreia em São Paulo, quando se apresentou na festa AURA; desta vez chegou para um momento também especial: a comemoração de 25 anos do Tribe Festival, que aconteceu no Laroc, um dos palcos mais importantes do país.

De presente, já liberou o vídeo completo da sua apresentação no Youtube.

Na entrevista a seguir, conversamos com o artista sobre suas influências, a evolução do seu som, o papel da produção musical na sua trajetória e, claro, sua relação cada vez mais próxima com o público brasileiro. Confira:

Q+A: Rafael Cerato

Olá, Rafael! Obrigado por nos receber. Apresente-se inicialmente para quem ainda não está familiarizado com seu nome, por favor.

Olá, pessoal, obrigado pelo convite. Sou DJ e produtor francês, atualmente baseado em Ibiza. Estou na indústria há 20 anos e já trabalhei com artistas como Tiësto, CamelPhat, Solomun, entre outros. Também venho tocando em shows pelo mundo todo há mais de 12 anos.

Hoje você se tornou um dos principais artistas dentro do que chamamos de Indie Dance, apesar do seu som carregar elementos do Tech House e do Progressive House. Você pode nos falar mais sobre suas influências e referências para chegar nessa identidade híbrida?

Ao longo desses 20 anos produzi diferentes estilos e meu som foi evoluindo porque gosto de experimentar coisas novas e não ficar preso a um gênero só. Tento sempre melhorar minha música sem perder a identidade, mas busco inspiração em estilos e sonoridades variadas. Hoje, meu som é claramente híbrido, misturando house, referências de rave, indie dance e até hip hop.

E em que momento você percebeu que sua carreira estava dando uma nova guinada? Foi algum trabalho em específico, algum suporte ou as coisas foram acontecendo naturalmente aos poucos?

Nos últimos anos lancei muitas faixas, cada uma com impacto diferente, mas recentemente tive um EP com o Tiësto que alcançou milhões de streams, além de outro com o Innellea. No passado, também assinei músicas importantes como Uplift com o Artbat e diversos lançamentos pelo selo Diynamic, do Solomun.

Apesar de você ser um excelente DJ, acreditamos que a produção musical foi a principal responsável por colocar sua carreira em outro nível, você concorda?

Sim, hoje em dia a produção é a parte mais importante do trabalho musical de um artista. Mas ser um bom DJ também é essencial, porque é isso que as pessoas vivem quando vão te assistir em clubes ou festivais. Suas próprias músicas são sua marca, sua identidade.

Quais você considera seus trabalhos de estúdio mais especiais até aqui? Afinal, você já lançou por selos como Diynamic, Systematic, Experts Only, Habitat, Musical Freedom…

Diria que meus dois álbuns lançados pela Systematic e o mini-álbum Picture, pela Diynamic. Mas também destaco meus remixes para o Vintage Culture, Dubfire, e, claro, minhas colaborações com o Tiësto.

E no que está trabalhando no momento? O que virá de novo até o final do ano?

Até o fim do ano, principalmente faixas solo. Tenho lançamentos programados pela Realm, Diynamic, Insomniac, Tomorrowland Music e 1001 Recordings.

Agora falando um pouco mais sobre sua relação com o Brasil… você tocou aqui em 2023 na festa AURA e recentemente retornou para estrear no Laroc, nos 25 anos do Tribe Festival. Algo mudou nestes dois últimos anos no seu som?

Sempre fico muito feliz em tocar no Brasil, porque os shows são gigantescos e admiro muito a produção dos eventos e clubes daí.

Amo o público, é sempre muito intenso. Como já comentei, meu som vem evoluindo e, nesse caso, meu set esteve mais voltado ao Tech house, mas sempre com um toque de influências rave.

Além do remix para Vintage Culture que você comentou acima, você tem mantido outras conexões por aqui? Seja com labels ou outros artistas? Ou até mesmo prestado mais atenção em algum produtor?

Sim, foi um prazer remixar o Lukas. É um artista que respeito muito. Também foi ótimo tocar com ele no ano passado em Ibiza, durante sua residência no Hï. Vejo muitos artistas brasileiros muito talentosos, como o Beltran, por exemplo. Sou grande fã!

Por fim, qual recado você deixaria para aqueles que enxergam você como inspiração? Obrigado!

Eu toco principalmente minhas próprias faixas, então é importante para mim que o público vivencie a minha visão da música. Eu poderia tocar faixas de outros artistas, mas acredito que quem vai ao meu show precisa sentir o que estou criando no estúdio toda semana, às vezes até poucas horas antes de tocar. O público é a chave para eu entender se o que faço no estúdio funciona ou não.

Siga Rafael Cerato no Instagram

Imagens: Divulgação

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