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Testada no Tomorrowland, ANAYA traduz o que é uma noite sem hora para acabar em “Rabbit Hole”

ANAYA conduz a experiência de um clube de Atlantic City com uma produção entre o bass house e o mainstage

  • Nazen Carneiro
  • 23 September 2026
Testada no Tomorrowland, ANAYA traduz o que é uma noite sem hora para acabar em “Rabbit Hole”

Poucas tracks conseguem suspender a noção do tempo. Em “Rabbit Hole”, ANAYA parte justamente do instante em que uma saída de poucas horas atravessa a madrugada e deixa a volta para casa fora dos planos. DJs encontram a faixa nas lojas digitais.

Lançado em 18 de setembro pela Desire Music, o single foi apresentado pela primeira vez ao público durante a estreia da artista no Tomorrowland Bélgica, em 2026. Em bate papo com Nazen Carneiro - exclusivo para a Mixmag Brasil - a artista revelou que a ideia nasceu de noites vividas no HQ2 Nightclub, em Atlantic City, nos Estados Unidos.

O clube funciona como ponto de partida para uma narrativa reconhecível em diferentes momentos: a chegada ao local, as garrafas à mesa, o aumento do volume e o momento em que música, luzes e movimento passam a conduzir a experiência.

“O ‘rabbit hole’ é aquele momento em que você decide se entregar completamente à noite. Você pode dizer a si mesma que vai sair por apenas algumas horas e, de repente, está cercada por seus amigos, a música está incrível, a energia continua crescendo e ir para casa já nem faz parte da conversa. Você simplesmente continua indo mais fundo”, explica ANAYA.

Com três minutos e vinte segundos de duração a faixa já apresenta o poder de seus vocais aos quinze segundo e antes de complementar um minuto a batida positiva e a melodia rasgada já domina a situação. Digital, moderna e hipnótica. Rabbit Hole faz da presença feminina um hino cantado em grupo e tão intenso que o fim se aproxima sem percebermos. Ouça aqui:

Com aproximadamente 129 BPM, “Rabbit Hole” transita entre o bass house e a escala do mainstage. A produção combina batida em quatro tempos, baixo distorcido, percussão seca e uma estrutura que evita longas introduções. Os vocais aparecem desde os primeiros segundos e mudam de função ao longo da faixa, alternando trechos melódicos, frases faladas, respirações, repetições recortadas e um canto pensado para ser assimilado rapidamente pelo público.

ANAYA assina a composição e a produção ao lado de Mike Fiscaro, Manolo e Mike Ferullo. O grupo construiu a música a partir de imagens diretas da vida noturna, com a intenção de aproximar o ouvinte da cena em vez de apresentar uma história abstrata. A progressão vocal acompanha esse percurso: começa por situar a noite, ganha caráter rítmico e conduz ao drop, sustentado pelo movimento do baixo.

A faixa já estava em desenvolvimento antes das apresentações de ANAYA ligadas à Copa do Mundo de 2026 e de sua estreia no Tomorrowland.

O festival belga, porém, tornou-se o primeiro teste diante de uma grande audiência. A resposta aos graves, ao refrão e ao trecho vocal com “na-na-na” ajudou a confirmar que uma ideia surgida dentro de um clube também poderia funcionar em um palco de festival.

“Mesmo ouvindo a música pela primeira vez, as pessoas se conectaram imediatamente com o ritmo, o vocal e o movimento da faixa. Ver essa resposta no Tomorrowland nos confirmou que ela poderia sair da experiência de clube que a inspirou e chegar a um dos maiores palcos de festival do mundo”, afirma.

Disponível nas versões Radio Edit e Extended Mix, “Rabbit Hole” abre uma sequência de novos lançamentos e colaborações de ANAYA voltados a uma sonoridade eletrônica mais intensa e conduzida pelos vocais. A faixa pode ser ouvida no link oficial, onde também estão reunidos os canais da artista.

Photos: Divulgação

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