Mulheres entre 40 e 65 anos afirmam que ir a clubs melhora sua saúde mental, aponta estudo
As participantes relatam que sair à noite oferece uma pausa das pressões do cotidiano e funciona como um espaço de expressão pessoal
Mulheres entre 40 e 65 anos relatam benefícios para a saúde mental ao frequentar clubes, segundo um estudo retomado da University of Leeds.
Publicado em abril de 2025 na revista Psychology of Music, o levantamento analisou as motivações de mulheres mais velhas para participar de eventos de música eletrônica, além de suas experiências no ambiente noturno.
Com base em 136 participantes com mais de 40 anos, os resultados indicam que a maioria percebe impactos positivos no bem-estar mental após sair para dançar.
Cover Story | Jessica Brankka fala sobre identidade, groove e o caminho até o Coachella moldando sua ascensão global
As participantes afirmaram que frequentar clubes funciona como uma válvula de escape para as pressões do dia a dia e como um espaço de expressão pessoal, com 92,1% dizendo se sentir em casa em eventos de música eletrônica.
Entre as 136 entrevistadas, a maioria, 81,6%, frequenta esse tipo de evento há mais de 20 anos, enquanto 91,2% comparecem de quatro a seis vezes por ano.
Quase todas, 91%, concordam que sair à noite contribui positivamente para o bem-estar, e 65,2% afirmaram utilizar substâncias para intensificar a experiência.
Read Next | Duo grego Momery estreia na Watergate Records com novo EP ‘Passion’ pronto para as pistas
Mais da metade, 58,1%, afirmou já ter recebido comentários positivos de outros frequentadores, enquanto pouco mais de 20% disseram que às vezes sentem que não deveriam estar nesses espaços por conta da idade.
A maioria das entrevistadas, 84,5%, costuma ir a clubes, mas muitas também frequentam festivais, 81,6%, e uma parcela de 25,7% afirmou comparecer a raves ilegais.
Em resposta ao levantamento, uma participante de 53 anos destacou que existe um senso de aceitação entre pessoas com gostos musicais e experiências semelhantes, o que acaba deixando a questão da idade em segundo plano.
Leia sobre esse estudo aqui.
Read Next | Migrant lança “Parallel voices” e explora dualidade entre energia de pista e profundidade emocional
Imagem: IA

