MESSINA. estreia na Botaniq, label de Dennis Druz, com ‘La Bamba’, em collab com Rawling
Artista combina vocais em francês, percussões latinas e referências do Jazz em faixa que acompanha sua transição para a produção musical
Alcançar, em menos de dois anos dedicados à produção musical, uma label como a Botaniq, comandada por Dennis Cruz, é uma conquista que muitos artistas levam anos. Para MESSINA., esse objetivo já se tornou realidade com ‘La Bamba’, colaboração com Rawling que marca sua estreia no selo e consolida uma mudança em sua trajetória.
Natural do sul da França e baseado em Marselha, MESSINA. viveu a música durante anos a partir dos bastidores. Trabalhou com direção artística, administrou estabelecimentos e participou da criação de clubs e festivais. Ao final de 2024, porém, percebeu que os resultados profissionais já não eram suficientes e decidiu colocar a produção no centro de sua rotina.
A transição ganhou força em dezembro de 2025, quando ele reduziu uma agenda de apresentações que já passava pela Ásia, Canadá, Dubai, Ibiza e outros destinos europeus para se dedicar ao estúdio. Poucos meses depois, alcançou o Top 40 do Beatport com ‘Compass’, lançada pela In/Rotation, selo da Insomniac, ao lado de Baron, Melbundo e Moori.
O resultado apresentou uma identidade construída sobre a House clássica, mas atravessada por referências do Funk, da Disco e do Jazz. “Não enxergo limites nos meus sets nem nas minhas produções”, resume.
A história de La Bamba
Foi durante uma passagem por Dubai, ainda no inverno europeu, que ‘La Bamba’ começou a nascer. Sozinho em um hotel entre diferentes apresentações, MESSINA. buscava traduzir aquele intervalo em que a lembrança do último verão ainda permanece viva, enquanto cresce a expectativa pelo próximo.
A principal referência veio de ‘Monochrome’, de Dennis Cruz, especialmente pelo uso de um vocal em francês dentro de uma faixa voltada à pista. “Para nós, francófonos, é muito raro poder dançar e sentir o groove sobre letras em francês”, diz.
A inspiração levou a uma produção solar, mas com uma camada de nostalgia. Percussões latinas e um groove orgânico conduzem a faixa, enquanto harmonias influenciadas pelo Jazz e a entrada de instrumentos de sopro no segundo break ampliam o arranjo. O vocal francês permanece no centro da composição, funcionando como o elo entre a leveza da pista e a história que deu origem ao lançamento.
Rawling ajudou a completar essa identidade ao propor um tratamento diferente para a voz no momento do drop. “Foi a primeira vez que utilizei um vocal em francês em uma faixa de Tech House. A ideia dele trouxe algo que não fazia parte dos meus hábitos de produção. Esse é o poder de uma colaboração: a mistura das ideias”, afirma MESSINA.
O contato com a Botaniq aconteceu em abril de 2026, quando o diretor artístico Bizen Lopez procurou o produtor para saber se ‘La Bamba’ ainda estava disponível. A faixa havia chegado até Dennis Cruz, e a reação do artista teve um peso particular para MESSINA.
Parte da compilação ‘Summer Cuts’ com sete músicas, o lançamento reúne em poucos minutos a fase que ele atravessa agora: menos envolvido em viabilizar a carreira de outros artistas e cada vez mais dedicado a construir a própria.
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Imagens: Divulgação

