Elon Musk está processando grandes editoras musicais por notificações de remoção de música no X
Sony Music, Universal Music e Warner Chappell Music estão entre as partes citadas no processo, que alega que as editoras estariam “conluiadas” para forçar o X a aceitar “taxas supracompetitivas” de licenciamento
A X Corp, de Elon Musk, está movendo uma ação judicial contra uma série de grandes editoras musicais, acusando-as de “conluio” para forçar a plataforma a aceitar “taxas supracompetitivas” de licenciamento.
Segundo a Music Business Worldwide, a X Corp entrou com um processo antitruste no Tribunal Distrital dos Estados Unidos para o Distrito Norte do Texas na sexta-feira, 9 de janeiro, contra entidades como a National Music Publishers’ Association (NMPA) e 18 editoras, incluindo Sony Music Publishing, Universal Music Corp, Warner Chappell Music e BMG Rights Management.
A ação acusa a National Music Publishers’ Association (NMPA) e as editoras de conduzirem uma “campanha coordenada” para inundar o X com notificações de violação de direitos autorais, afirmando que a plataforma recebeu 200 mil pedidos de remoção durante o primeiro ano de Elon Musk à frente do X e “quase 500 mil” desde 2023.
A X Corp sustenta que esse “esquema” teria sido criado com o objetivo de “coagir o X a aceitar licenças de obras musicais de toda a indústria”, acrescentando que o uso da NMPA pelas editoras, em vez de contato direto com o X, “nega o benefício da concorrência entre editoras musicais”.
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Em seu relatório, a Music Business Worldwide destaca que o YouTube e a Meta também foram alvo de solicitações semelhantes de remoção de conteúdo. No entanto, ambas as organizações firmaram acordos de licenciamento com a National Music Publishers’ Association, sendo que o YouTube teria pago cerca de US$ 8 bilhões à indústria da música entre junho de 2024 e 2025.
Em um comunicado à imprensa, o CEO da NMPA, David Israelite, apontou a recusa contínua do X em pagar pelo licenciamento de músicas em sua plataforma, acusando a organização de Elon Musk de mover uma “ação judicial sem mérito” como parte de um “esforço de má-fé para desviar a atenção do direito legítimo de editoras e compositores de agir contra o uso ilegal de suas músicas pelo X”.
[Via: Music Business Worldwide]

