Features
NEOPOP Festival reuniu gerações do techno em edição histórica de 20 anos
Laurent Garnier, Richie Hawtin, Jeff Mills, Dubfire, Enrico Sangiuliano, FJAAK, Patrick Mason entre outros foram destaque no line up
A celebração histórico aconteceu como de costume no norte de Portugal, na bela cidade de Viana do Castelo e recuperou temporariamente a identidade ANTIPOP.
O NEOPOP celebrou 20 anos em Viana do Castelo reunindo mais de 32 mil pessoas e um line-up que colocou diferentes gerações da música eletrónica no mesmo Forte de Santiago da Barra. Para marcar a data, o festival recuperou temporariamente o nome ANTIPOP, utilizado nas suas origens, numa edição que combinou referências históricas do techno com artistas que hoje ocupam posições centrais no circuito internacional.
A dimensão do encontro esteve sobretudo nos artistas. Laurent Garnier, Richie Hawtin, Jeff Mills, Dubfire, Goldie, Nina Kraviz, Enrico Sangiuliano, Chris Liebing, Ben Sims, Luke Slater, Joseph Capriati, Josh Wink, The Martinez Brothers, Paco Osuna, Patrick Mason, Indira Paganotto e Freshkitos estiveram entre dezenas de nomes distribuídos pela programação. Mais do que concentrar headliners, o NEOPOP criou um raro recorte de diferentes períodos da eletrónica: Garnier, Mills e Hawtin dividindo o mesmo fim de semana com uma geração que desenvolveu novas velocidades, linguagens e formas de performance.
Alguns momentos reforçaram essa ligação entre passado e presente. Richie Hawtin levou um set surpresa e gratuito à Praça da República antes de apresentar DEX EFX X0X no festival; Jeff Mills voltou a representar a escola de Detroit no palco principal; Dubfire e Enrico Sangiuliano conduziram diferentes leituras do techno contemporâneo; enquanto BIIA b2b Patrick Mason, FJAAK x KiNK, Ben Klock b2b Rødhåd e Ben Sims b2b Chris Liebing mostraram como os encontros e formatos especiais foram parte importante da curadoria. No encerramento, Laurent Garnier assumiu Le Grand Finale, colocando uma das figuras mais importantes da cultura club europeia no último capítulo da celebração.
Mesmo depois de duas décadas e de alcançar uma audiência internacional, o NEOPOP continua ligado à mesma cidade que ajudou a definir a sua identidade. Durante três dias, milhares de pessoas de diferentes países voltaram a ocupar Viana do Castelo, desta vez também com programação na Praça da República, Teatro Sá de Miranda e NeoCamping. Recuperar o nome ANTIPOP em 2026 acabou por funcionar menos como nostalgia e mais como uma demarcação cultural: num momento de massificação global do techno, o festival utilizou a própria história para reafirmar curadoria, pista e identidade como elementos centrais do seu percurso.
Photos: rafaelfilipefarias / miguel.de.sousaa / phortunart / JoaoPedroKrug /

