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“Essa collab é a coroação do bom trabalho que venho fazendo”, Greggio comenta parceria com Max Styler

DJ e produtor mineiro radicado em Londres revela por que vive o auge da carreira – e garante que tem muito mais por vir

  • Nazen Carneiro
  • 21 May 2026

Do interior de Minas Gerais para a Europa. Ou melhor, para o mundo. Essa é a história de Greggio, DJ e produtor que, aos 30 anos de idade, vive a melhor fase da carreira, realizando sonhos atrás de sonhos.

Agora representado pela agência de talentos californiana United Talent Agency (UTA) nos Estados Unidos, o DJ e produtor radicado em Londres acaba de lançar sua primeira collab com o americano Max Styler, expoente da cena house/techno mundial.

“Old Skoolflavor”, que já vinha bombado nas pistas de dança, chegou nesta sexta-feira, 22 de maio, pela Hottrax, de Jamie Jones, pela qual Greggio faz agora seu segundo release oficial. O artista contou à Mixmag Brasil como rolou esse encontro – além de falar de feitos recentes, como o lançamento pela Diynamic, de Solomun, contar um pouco de sua história e revelar o que vem pela frente, com gigs em Ibiza e lançamento pela Hot Creations de Jamie Jones.

Greggio se prepara ainda para o melhor. Agora com esse contrato fechado com a UTA, meu maior objetivo é começar as minhas tours pelos EUA, e desbravar ainda mais a Europa. Temos estreia marcada na Hï Ibiza em 01 de julho, data na [UNVRS] e muito mais. Para saber isso e muito mais o artista bateu um papo com Nazen Carneiro que você confere exclusivo aqui na Mixmag Brasil.

Q+A: Greggio

Como foi que você conheceu Max Styler? E como aconteceu essa oportunidade de collab entre vocês dois?

Conheci o Max primeiro pelo Instagram e por suas músicas. Enviei demos para ele por mais de seis meses no direct do Insta até ter uma resposta. Um certo dia, eu fui para Miami no Art Basel pra ver o Lukas [Ruiz, o Vintage Culture] tocar, e o encontrei. Me apresentei e de cara ele me disse que tinha tocado uma faixa minha.

Ele já me perguntou se eu tinha planos para aquele som, eu disse que não e já logo perguntei se ele queria collab, e ele topou. No dia seguinte, mandei as stems e ele deu aquele toque final pra ficar a bomba que é!

O que cada um fez exatamente na track?

“Old Skoolflavor” surgiu primeiro com o nome de “No More". Lembro de ter começado pelo vocal, peguei ele em um sample pack e dali fui tentando encaixar o groove, que logo deu a cara da track.

Eu sabia que ela tinha potencial, e depois de pronta mandei pro Max. Ele deu uma melhora enorme no bass e em todo o break. Sem dúvida, o toque final dele fez a mágica acontecer e se tornar esse hit.

O que significa para você ter colaborado com um expoente internacional como Max Styler?

Foi uma surpresa gigante. É um dos artistas que mais admiro no momento, e sempre gostei de tocar tudo que ele faz. Então ter essa collab é a coroação do bom trabalho que venho fazendo.

Você chegou a declarar recentemente que vive a melhor fase da carreira. Desde quando você sente que está nesse momento? Além da estreia pela Diynamic e pela Nu Moda, quais os principais marcos desse período?

Sinto que todas as plantações que fiz nos últimos meses começaram a aflorar agora, e eu comecei a colher os frutos.

Nesse período, eu diria que o grande marco seria o respeito e carinho dos big players do mercado. Ter conquistado o respeito desses artistas não tem preço.

Sem falar o fator que acabei de assinar com a UTA para me representar nos EUA, o que era um sonho. E ainda digo isso e só o começo.

Desde quando você está na Europa? Onde exatamente você está morando, e o que motivou sua mudança para aí?

Eu me mudei novinho para a Europa. Meus avós eram italianos, então aos 18 anos me mudei para a Itália, fiz minha cidadania e depois me mudei para Londres.

Vindo de uma família humilde do interior de Minas Gerais, eu não tinha tido muitas oportunidades, então sair do Brasil se tornou a minha única opção de tentar fazer as coisas darem certo.

Graças a Deus, depois de 12 anos as coisas mudaram muito de figura, e hoje eu consigo viver dos meus sonhos e ainda ajudar meus pais.

Como enxerga as diferenças entre público e mercado na Europa e no Brasil?

Esse gap entre Brasil e Europa foi algo muito maior há alguns anos, mas sinto que isso tem reduzido bastante. Eu vejo um crescimento gigantesco de mercado aqui no Brasil e um público entendendo cada vez mais a música e os bons sons.

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Imagens: Divulgação / Bruno Contrino

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