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BEZ (BR) ressignifica 30 anos de música em novo projeto live act

Em nova fase, brasileira transita entre sonoridades mais orgânicas e contemplativas criando experiências que desaceleram e reconectam

  • Marlon Gauche
  • 15 May 2026

Trinta anos de música não se resumem a técnica ou palcos. Para BEZ (BR), artista brasileira que começou tocando guitarra e piano de forma intuitiva, sem uma formação tradicional, a música é um diálogo constante com algo muito mais profundo: a presença, o silêncio, a escuta.

Hoje, após décadas de aprendizado, ela ressignifica tudo que viveu em um projeto de live act que é, acima de tudo, um reencontro consigo mesma.

Sua trajetória é guiada por uma relação profundamente intuitiva com a música. Aquela "Manu da bandinha de bar" que tocava pop rock em palcos pequenos cresceu, explorou diferentes formatos e finalmente chegou a um lugar que a representa. Hoje, seu papel não é fazer as pessoas dançarem no sentido tradicional, mas reconectá-las. “Meu intuito agora é de transbordar arte e me divertir fazendo música".

Seu som atual transita entre o organic, o progressive, o melodic e até o afro house - gêneros que permitem fluidez sem ficar presa a estilos específicos. A única categorização que pode ser feita é a de que ela busca criar experiências que vão além da pista, que desacelerem e reconectem através de um som mais orgânico, imersivo e consciente.

Foi isso que a levou a fazer alguns lançamentos importantes, principalmente pela Cafe de Anatolia, onde já lançou diversos singles e EPs, como por outras labels como RITU, Lelantus e Zatar Music.

Um projeto live como reencontro

Seu novo projeto live é a materialização dessa evolução. Não é apenas uma mudança sonora, mas uma expressão mais autoral que transborda décadas de aprendizado em uma única experiência.

"Esse live é uma ressignificação, um reencontro comigo mesma. Sou eu sendo eu, trazendo décadas de aprendizado, e transbordando tudo para fora", define sobre o significado desse novo capítulo.

Quem tem sido importante nessa sua nova jornada é Bry Ortega, que tem atuado como seu mentor há mais de dois anos, ajudando a ter mais clareza sobre quais caminhos seguir através do live act.

Essa transição de uma atuação mais técnica para uma expressão mais autoral marca um aspecto que merece destaque: a vulnerabilidade de se permitir ser autêntica em uma indústria que cada vez mais copia uns aos outros.

Seu projeto live incorpora também uma dimensão experimental: o electric sound healing. Um espaço onde instrumentos orgânicos intuitivos caminham na mesma direção das experiências sonoras, criando imersões que desafiam fronteiras entre som, cura e presença.

"Vejo meu papel como o de trazer mais sensibilidade e profundidade para a cena. Quero conduzir as pessoas para estados mais introspectivos, amorosos”, diz. Ela acredita que o mercado precisa mais disso, uma perspectiva que resista ao modelo padrão de clubes contemporâneos e resgata a experiência como conexão real.

Ou seja, seu trabalho nasce de uma busca por presença, sensibilidade e verdade, é um convite para desacelerar e sentir cada detalhe profundamente. Não apenas do som, mas do que existe por trás dele.

Imagens: Divulgação

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