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Música eletrônica faz história e conquista reconhecimento cultural no Paraná

Projeto de Lei amplia o espaço da cultura eletrônica nas políticas públicas do estado, contempla profissionais de diferentes áreas e estabelece novas frentes para o desenvolvimento da cena

  • Mixmag Team
  • 18 August 2026
Música eletrônica faz história e conquista reconhecimento cultural no Paraná

A Assembleia Legislativa do Paraná aprovou, em 11 de agosto, o Projeto de Lei nº 369/2026, que reconhece o Movimento da Música Eletrônica como Patrimônio Cultural Imaterial do Estado. A proposta também institui o Dia Estadual da Música Eletrônica e segue para sanção do governador.

O projeto foi idealizado pela advogada e DJ curitibana Carolina Blicharski, que conectou sua experiência no Direito à vivência na música eletrônica. A pesquisa, concepção e redação legislativa começaram em março de 2026, antes de a proposta ser apresentada à Assembleia Legislativa do Paraná.

Na ALEP, a iniciativa foi inicialmente acolhida pelo deputado estadual Dr. Antenor. O PL tem autoria parlamentar de Dr. Antenor, Ana Júlia, Goura e Arilson Chiorato. Segundo o projeto, a mobilização reuniu mais de 600 apoiadores sociais, entre artistas, profissionais, empresas, marcas, coletivos e público, incluindo o DJ e produtor brasileiro Mochakk.

Um dos principais diferenciais do PL nº 369/2026 está em sua abrangência. Além do reconhecimento cultural, o texto identifica como agentes desse ecossistema DJs, produtores musicais, VJs, produtores culturais, artistas performers, coletivos e núcleos criativos, dando visibilidade às diferentes atividades responsáveis pela construção e continuidade da cena.

A proposta também estabelece diretrizes para proteção, valorização e incentivo, incluindo preservação da memória, apoio a espaços e iniciativas e possibilidades de criação e acesso a editais e mecanismos de incentivo cultural. Para Blicharski, isso é fundamental para transformar reconhecimento em desenvolvimento.

“Não basta dizer que algo é cultura se você não viabiliza caminhos para que essa cultura seja protegida, valorizada e alimentada. Era preciso olhar para quem faz a música eletrônica acontecer e criar possibilidades para que essa cena continue existindo, crescendo e se desenvolvendo”, explica Carolina.

O projeto ainda estabelece 1º de fevereiro como Dia Estadual da Música Eletrônica, em referência à fundação do Sistema X, clube inaugurado em Curitiba nessa data, em 1985. A criação de uma agenda cultural também pode estimular eventos e movimentar setores como turismo, hotelaria, gastronomia, comércio e negócios locais.

Na mesma sessão, a ALEP aprovou uma proposta relacionada ao Sarro, manifestação presente nas pistas paranaenses. Os projetos são independentes e possuem objetos distintos. Idealizadora do PL nº 369/2026, Blicharski também é fundadora da Circuito Musical Brasil e segue ampliando uma atuação que conecta carreira artística, cultura, Direito e desenvolvimento do setor.

Imagem: Divulgação

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