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TEGRON tem levado o techno extremo brasileiro para as pistas globais
Duo catarinense soma quase oito anos de carreira, mais de 140 faixas lançadas e turnês pela Europa, Rússia, América Latina e Estados Unidos
Intenso. Metálico. Extremo. O TEGRON construiu sua trajetória sem tentar suavizar o próprio som. Em quase oito anos de carreira, o duo catarinense desenvolveu uma assinatura ligada ao hard, dark, industrial e hardcore techno, com foco em peso, intensidade e uma performance pensada para fugir do formato tradicional de DJ set.
Essa identidade passa diretamente pelo setup. Ao vivo, o TEGRON trabalha usando com frequência os quatro canais simultâneos, numa dinâmica em que os dois integrantes alternam funções ao longo da apresentação. A troca entre eles cria uma performance mais física, sequencial e imprevisível, em que a sinergia do duo é parte central da experiência.
Esse formato ajudou o projeto a construir seu reconhecimento principalmente fora do Brasil. O duo já soma mais de 140 faixas lançadas, três turnês pela Europa e Rússia, duas pela América Latina, duas pelos Estados Unidos e passagens por países como Portugal, Espanha, Alemanha, Holanda, Suíça, Suécia, Rússia, Inglaterra, Bélgica, França, Chile, Argentina e Estados Unidos.
Nesse percurso, o TEGRON também passou por clubs como Now&Wow, em Rotterdam; Le Transbordeur, em Lyon; Ministerium Club, em Lisboa; M7 Club, em Barcelona; Next Clubbing, em Madrid; e RSO, em Berlim.
A trajetória ainda inclui apresentações em festivais como Verknipt e Santiago Hard Techno, além de formatos All Night Long realizados em Lyon, Santiago do Chile e na cidade onde nasceu o projeto, Blumenau, que carrega parte importante da história do TEGRON
Foi nessa cidade que o duo ajudou a desenvolver uma cena voltada ao techno extremo no sul do Brasil e segue atuando na formação de novos artistas, também como co-fundador do núcleo Phobia Project.
Essa atuação local é uma parte importante do posicionamento do projeto. Para o TEGRON, o hard/industrial techno ainda é uma linguagem em desenvolvimento no Brasil, especialmente quando conectada a uma estética mais extrema e performática.
“Temos noção do quão necessário e importante é o nosso papel dentro da cena, com relação ao desenvolvimento dessa arte/cultura dentro do Brasil, no qual ainda leva isso como algo novo.”
A estética também ocupa um papel central nessa construção. Além das referências musicais, o duo cita influências da cultura fashion, fetichista e underground presente principalmente em cenas como Alemanha e França. Essa relação entre som e imagem também aparece na TEGRON CLOTHING, marca criada pela dupla para expandir visualmente o universo do projeto.
BLACK MAMBA, seu novo EP
Essa identidade aparece agora em ‘BLACK MAMBA’, novo release independente do projeto. O trabalho reúne três faixas originais - ‘BLACK MAMBA’, ‘LETHAL SWEEP’ e ‘POISON NECKLACE’ - além de cinco remixes assinados por MØRPHEUS, Lumertz, Rekko, Diabolus e Mark Wildman.
A escolha pelo formato independente faz parte de uma nova fase do duo. Depois de ‘BDSM Supremacy’, o TEGRON vem trabalhando seus próprios lançamentos prezando pela liberdade no desenvolvimento do conceito, na sua estética e na distribuição de forma mais livre.
“A pouco tempo decidimos começar a desenvolver self releases, com intuito de preservar na íntegra toda a nossa criatividade, centralizando o poder de decisão em nosso projeto”, explica o duo.
Em ‘BLACK MAMBA’, essa liberdade aparece em uma sonoridade industrial, marcada por synths distorcidos, estruturas metálicas, kicks pesados, grooves densos e cinemáticas longas. A figura da mamba negra serve como ponto de partida para um universo visual distópico guiado por sons sujos e acelerados.
O release está disponível como free download pelo SoundCloud do TEGRON, mas também distribuído nas principais plataformas digitais.
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Imagens: Divulgação

