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Geração Pos-club: Por Que DJs & Produtores Andam Abandonando Os Clubs

Mais e mais artistas eletrônicos estão se afastando das boates

  • Adélaïde de Cerjat
  • 9 March 2020

Em 2016, a produtora franco-canadense Marie Davidson criou o 'Adieux Au Dancefloor'.

As letras simples em francês expõem seus sentimentos sobre a cena clubbing...

Ela fala de se perder na vida noturna, de sofrer solidão e ansiedade e até se referiu ao assunto como viver uma espécie de 'lfer' (inferno).

Três anos depois, em agosto de 2019, ela anunciou que estava desistindo da apresentação ao vivo.

Ela não é a primeira artista a perder o amor pela cena clubbing e não será a última.

Numa era pós-Avicii, e com uma nova e bem-vinda transparência em torno do assunto saúde mental e dos vícios de vários artistas, muitos estão cientes dos riscos físicos e mentais do típico 'estilo de vida de DJ'.

Em algumas entrevistas recentes, que você encontra no próprio site da Mixmag, artistas dão dicas de como ficar sóbrio na balada e até mesmo reduzir o tempo de estadia dentro dos clubs.

“Não chegue ao club 3 ou 4 horas antes do seu horário, encare sua presença como um trabalho”, foi uma sugestão dada por um profissional.

Entre os motivos pelos quais muitos andam se afastando do ambiente dos clubs tambem constam razões puramente artísticas, especialmente para aqueles que já estão nessa estrada há muitos anos.

Jeff Mills já expressou frustração diversas vezes com a configuração padrão das boates.

Desde seu improvisado quarteto de jazz Spiral Deluxe até seus projetos orquestrais, ele foi pioneiro em mesclar a tradição clássica com a (percebida) descartabilidade da música eletrônica que ajudou a revelar a profundidade e a arte não apenas do seu trabalho, mas do techno para pessoas que nunca colocaram os pés em um nightclub.

E Jeff Mills não é o único artista de Detroit a entrar no mundo orquestral.

Quando Derrick May lançou seu próprio projeto de orquestra no ano passado, ele falou não sobre ultrapassar o ambiente club, mas sobre como encontrar um meio para a música que ele sempre imaginou, mais especificamente sob um olhar mais cinematográfico:

“Tudo que eu faço, todas as músicas que eu crio, eu sempre senti uma orquestra nelas.

Eu faço o que gosto de chamar de 'música de cenário'.

É música de cenário com um toque de ambição vitoriosa."

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